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10 Mitos e verdades sobre o uso do absorvente interno

08/02/2012 07:51

Seja por medo ou dúvida, o fato é que muitas mulheres não usam absorvente interno – uma alternativa higiênica e discreta ao absorvente comum. O risco de perder a virgindade ou de não conseguir remover o produto do corpo são alguns dos tabus mais comuns sobre o assunto. O portal “O que eu tenho?” selecionou dez dúvidas sobre os absorventes internos e a ginecologista e obstetra Patrícia de Rossi, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), responde.

• Quem é virgem não pode usar absorvente interno

Mito. Mulheres com o hímen íntegro podem usar absorventes internos. Existem tamanhos variados, conforme o nível do fluxo menstrual (menor, médio e maior), sendo assim, de início é possível escolher o absorvente de menor tamanho, até que se acostume. Mesmo assim, pode haver a necessidade de orientação por um médico para seu uso com maior facilidade.

• Absorvente interno é incômodo

Mito. O absorvente interno fica alojado na parte superior da vagina, que não tem sensibilidade igual à da pele, e por isso não incomoda. Se estiver causando incômodo, provavelmente está colocado de forma errada. A dica é inseri-lo mais profundamente.

• Não se pode dormir de absorvente interno

Mito. O absorvente pode ser trocado a cada quatro ou oito horas, dependendo do fluxo. Portanto, não há contraindicação para ser usado durante o sono. Obviamente deve ser trocado logo ao levantar.

• Eu posso ir à praia ou piscina com o absorvente interno sem me preocupar

Verdade. Usando a capacidade de absorção adequada ao fluxo, os absorventes internos são muito convenientes e confortáveis para uso dentro da água. Também são apropriados para uso em atividades esportivas como spinning, musculação, etc.

• O absorvente interno pode “se perder” dentro de mim

Mito. A vagina não é um órgão “sem fim” e sua única abertura é a parte externa. O absorvente é colocado na parte superior da vagina e não tem como se extraviar ou se perder.

• O absorvente interno é anti-higiênico

Mito. O absorvente é feito do mesmo material do absorvente externo (algodão), só que sem a camada de gel. Ao manuseá-lo, é preciso ter os mesmos cuidados de higiene: estar com as mãos limpas, descartar no lixo comum e lavar as mãos após o manuseio. Algumas marcas dispõem de aplicadores para facilitar a introdução do absorvente na vagina.

• Se eu me esquecer de trocar o absorvente interno posso ter uma infecção

Verdade. No entanto, isto vale tanto para o absorvente interno como para o externo. Eles devem ser trocados em intervalos regulares para evitar odores e infecções. O prazo máximo recomendado é oito horas. Há uma situação rara denominada Síndrome do Choque Tóxico que está associada à infecção por uma bactéria em casos de uso inadequado (prolongado) de absorventes internos.

• É preciso trocá-lo mais vezes do que o absorvente externo

Mito. A frequência de troca depende do fluxo e do tamanho usado, variando entre quatro e oito horas. Se nesse intervalo o absorvente encharcar, é necessário um com absorção maior; por outro lado, se o absorvente estiver quase seco, deve-se optar por um com tamanho menor.

• Absorvente interno evita mau odor e vazamentos

Verdade. Uma das vantagens de usar absorventes internos é que o conteúdo menstrual (o “sangue”) não se exterioriza e, portanto, não gera odores. Os vazamentos dependem da capacidade de absorção do absorvente (menor, médio, maior) e do fluxo.

Mulheres que têm alergia ao absorvente externo ou se incomodam com o contato do fluxo com os genitais podem se beneficiar do uso de absorventes internos.

• Eu devo escolher o tamanho de acordo com meu fluxo menstrual

Verdade. O “segredo” para usar o absorvente interno com segurança e tranquilidade é escolher o tamanho adequado para o fluxo (geralmente no início e final do ciclo o de menor tamanho e nos dias de fluxo mais intenso, de maior tamanho), a forma de aplicação (manual ou com aplicador) e a marca com que você se sinta mais confortável.


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