Amargosa: Comerciantes protestam por reabertura; prefeito diz que manterá medidas

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

Comerciantes realizaram um protesto nesta quarta-feira (27) em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, solicitando da prefeitura um plano de abertura do comércio no município. Os empresários alegam que as medidas restritivas estão se alongando e prejudicando famílias que precisam trabalhar.

A Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Amargosa (Aciapa) colou, nas portas de estabelecimentos fechados, cartazes pedindo que empregos sejam salvos. “Seis famílias dependem dessa empresa. Precisamos salvar esses empregos”, dizia um dos cartazes.

Em nota, a Aciapa alegou que há segmentos comerciais fechados há mais de 64 dias consecutivos e que diversas micro e pequenas empresas estão entrando em colapso.

“Com base nas orientações da OMS e medidas tomadas na China, Europa, EUA, estados da federação e diversos municípios, acreditamos veementemente que deve existir também um plano de reabertura para o comércio de nossa cidade, visto que a crise ainda tende a se estender por meses”, diz o comunicado.

REAÇÕES

Após os protestos, Júlio Pinheiro divulgou um comunicado audiovisual nas redes sociais, afirmando compreender os efeitos materiais das medidas sobre trabalhadores e empresários, mas reforçando que as restrições são necessárias para salvar vidas.

Prefeito Julio Pinheiro, em vídeo publicado nas redes sociais, pedindo compreensão com as medidas restritivas (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

“Não abro mão de tomar as medidas necessárias para guardar a vida da nossa população. Amargosa continuará com as medidas restritivas ao passo que elas se mostrem necessárias. Eu conto com a colaboração de todos vocês, porque só unidos nós vamos conseguir vencer essa doença, que tem deixado milhares de mortos pelo país inteiro”, afirmou o prefeito.

Também depois dos protestos dos comerciantes, circularam, por grupos de WhatsApp de moradores de Amargosa, imagens que criticavam os empresários e defendiam a manutenção das medidas restritivas. “Eu não quero morrer para o comércio enriquecer”, dizia uma das montagens. (BN)

Uma das imagens que circulam em grupos de WhatsApp, contra a reabertura do comércio (Foto: Reprodução / Redes Sociais)