Após a denúncia da morte de bebê; ao Voz da Bahia direção do hospital de Laje esclarece que prestou toda assistência a mãe

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Foto: Reprodução

Na manhã deste sábado (05), uma mulher denunciou violência obstétrica e negligência sofrido por sua irmã no Hospital Municipal de Laje (reveja aqui). O Voz da Bahia ouviu a direção da Instituição, que afirmou que a unidade não deixou de prestar a assistência conforme portaria do Ministério da Saúde.

A diretora do Hospital de Laje, Luana Pinheiro, informou que a paciente de 41 anos, tinha hipertensão e diabetes gestacional e segundo relatos da família, no momento do tremor de terra do último domingo (30/08), ela se assustou e inclusive cuspiu sangue. Entretanto, somente deu entrada na unidade às 1h45 da madrugada. “Foi feito o acolhimento e internação, como viu que estava evoluindo para parto de alto risco, a portaria do Ministério da Saúde diz que é necessário pôr o paciente em tela de regulação, porém a regulação do Estado não forneceu a vaga”, disse.

De acordo com Luana, na manhã, quando houve a troca de plantão, a médica questionou a regulação e atualizou os quadros, “nesse momento constatou-se que o bebê já não apresentava sinais vitais, logo a paciente evoluiu para parto normal involuntariamente, entretanto o útero não conseguiu expulsar o bebê todo. “A médica identificou que o bebê não estava mais vivo, então foi feito o procedimento para salvar a vida da mãe, de acordo com a portaria, a regulação não liberou, então a médica adotou como conduta, mesmo o hospital com pouco recurso, tripular uma ambulância. Chegando no Hospital Luiz Argolo de Santo Antônio de Jesus, houve até um pouco de resistência do médico plantonista para aceitar a paciente”, explicou.

A diretora afirmou que a unidade em nenhum momento deixou de prestar assistência e a equipe médica ainda acompanhou a paciente até a Santa Casa de Santo Antônio de Jesus.

Diante do quadro da paciente, alegado pela denunciante, Luana expôs ao Voz da Bahia que é possível apurar com a médica a ação tomada e se dentro dessa conduta é normal a paciente ficar nesse estado. “De repente, esse procedimento pode ter causado desconforto para a mãe, mas como sou diretora administrativa, não acompanho procedimento médico, isso é conduta da médica, posso apurar com ela, sim, para entender melhor esse procedimento. Em momento nenhum houve relatos de pré-eclampsia (a doença é uma complicação grave na gravidez e é caracterizada por episódios repetidos de convulsões, seguidos de coma, e que pode ser fatal se não for tratada imediatamente), porém, existiu uma predisposição AT, porque ela é hipertensa. Se houvesse erro médico com certeza anunciaríamos “, concluiu.

Reportagem Voz da Bahia