Após fechamento da Ramarim, há três indústrias interessadas em se instalar em S. A. de Jesus, diz Secretario de desenvolvimento econômico

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Divulgação

O setor econômico vem sofrendo grandes impactos devido a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Santo Antônio de Jesus traz exemplos desses impactos no aumento de demissões, principalmente no fechamento de alguns setores, como a indústria Ramarim que demitiu cerca de 500 funcionários. O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente Hélio de Aguiar, na recôncavo FM disse que o impacto do fechamento da Ramarim foi grande e custou algumas centenas de vagas de emprego formal ao município.

De acordo com o secretário, esse fechamento se deu especificamente em função da retração da economia pela pandemia da Covid-19. Ele informou que foram feitos algumas tratativas junto ao Governo do Estado para ver se era possível minimizar o estrago da saída da Ramarim, mas essa foi uma decisão a nível de Ramarim X Estado em encerrar as atividades em Santo Antônio de Jesus.

Segundo ele, a matriz, em Jequié, teria uma suspensão de contratos de trabalho por 60 dias, mas a maior probabilidade é que venha a encerrar também as atividades, visto que a importação de calçados está atingindo o setor calçadista brasileiro, na Bahia e não sendo diferente em Santo Antônio de Jesus. “Uma das informações que um dos diretores nos passou, evidentemente a retração no consumo, mas principalmente a concorrência no segmento de calçados com a produção chinesa que tem mais condição de produzir com recursos bem mais baixos. Isso significa um prejuízo para economia e para a geração de empregos”, explicou.

Hélio de Aguiar informou ainda que existem três empresas, uma baiana e duas de outro Estado, de segmentos distintos, interessadas em instalar suas atividades em Santo Antônio de Jesus, porém seus nomes não foram revelados por pedido de discrição, “temos dialogado com eles, inclusive condicionando a gente a apoiar esse diálogo com o Governo do Estado. Mesmo com a pandemia trazendo seus prejuízos de várias formas, seguimos na esperança de engatilhar um outro empreendimento na cidade”, falou.

O Distrito Industrial 2 está com seus processos paralisados no município, não sendo diferente em todos os distritos da Bahia, pois, de acordo com o secretário, é necessário que a AL-BA (Assembléia Legislativa da Bahia) vote uma lei autorizando Governo do Estado a ceder patrimônio publico, os lotes industriais para iniciativa privada, diante do principio de legalidade que o TCE (Tribunal de Contas do Estado) defende. “Diante desse impasse vivemos essa agonia. Em Santo Antônio de Jesus são 16 empresas com protocolos de intenções bem viabilizado na SUDIC (Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial), hoje na SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) e aguardando a posição do Governo do Estado”, concluiu.

Redação Voz da Bahia

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