Com três embarcações em conserto, movimento no Ferry-Boat é intenso

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Três embarcações do sistema Ferry-Boat estão em manutenção corretiva: são os ferries Ivete Sangalo, Anna Nery e Dorival Caymmi. Empresa gestora do modal, a Internacional Travessias afirma que as peças necessárias para os reparos não são disponibilizadas no mercado local. Com isso, o sistema opera com apenas três barcos e isso vem gerando um movimento intenso e grandes filas para veículos desde o último final de semana. Nesta terça (26), por exemplo, a espera é de 2h em São Joaquim e 2h30 no terminal do Bom Despacho.

As peças para os propulsores do ferry Dorival Caymmi foram adquiridas na Holanda; e os equipamentos para a correção dos ferries Ivete Sangalo e Anna Nery foram comprados no Rio de Janeiro e São Paulo.

Algumas peças já chegaram e outras têm previsão de chegar na quarta (27). Após a realização dos reparos, algo que a empresa trabalha para concluir até o dia 29 de janeiro, as embarcações passam por testes e vistorias com os órgãos de fiscalização, procedimentos de segurança obrigatórios, até que estejam disponíveis para a operação.

Morador do bairro de Itapuã, o mecânico Roberto Andrade, 40, diz que enfrentou uma fila de quase 5km no último final de semana, quando retornava da ilha de Conceição, em Itaparica. Foram 6h30 desde a hora que chegou à fila até a hora de embarque. “Cheguei em casa mais de meia-noite por causa disso”, afirmou.

Isso gera preocupação não apenas pelo estresse decorrente do longo período de espera, mas também por conta do risco de contágio pelo coronavírus. Afinal de contas, filas grandes, significa muita gente junta – aglomeração.

O empresário Paulo Almeida foi visitar a família em Nazaré das Farinhas após quase 10 meses no último final de semana e, na hora de retornar, deu de cara com a fila de carros enorme e só pensou no medo de se contaminar. De acordo com o empresário, viu muitas pessoas andando sem máscara na rua, e o mesmo aconteceu no espaço destinado aos carros dentro da embarcação.

“Eu só pensava em chegar em casa, fiquei desesperado. A gente se cuida bastante mas esse tipo de situação nos deixa exposto. Fico imaginando as pessoas que moram na ilha e dependem de transporte público todo dia. É quase impossível não se contaminar”, afirmou.

A Internacional Travessias afirmou em nota que seguem obrigatórios o uso de máscara pelos passageiros e a autorização para embarque equivalente a 75% da capacidade de lotação dos barcos para pedestres, conforme resolução da agência reguladora, que prevê, também, o atendimento aos veículos correspondente à capacidade total de cada embarcação.

O serviço de Hora Marcada permanece suspenso. De acordo com a empresa, os passageiros recebem orientações sobre os protocolos referentes a esse período de pandemia na hora da compra da passagem, através do sistema de rádio e tv dos terminais e embarcações, e por meio de cartazes expostos nesses ambientes.

(Correio)