Comerciantes criam grupo e reivindicam o não fechamento do comércio de S. A. de Jesus no dia 18/06: “apenas lutamos de forma coerente”

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Imagem: Divulgação

O fechamento do comércio de Santo Antonio de Jesus foi anunciado pelo prefeito Rogério Andrade em coletiva após confirmação do 3º óbito por Covid-19 no município (reveja aqui). Por conta disso, comerciantes de Santo Antônio de Jesus formaram um grupo para reivindicar o não fechamento do comércio a partir do dia 18 de junho.

Em entrevista ao Voz da Bahia nesta segunda-feira (08/06), o empresário Philippe Costa, popular ‘Lipão Rei das Capas’, alegou que o fechamento do comércio não influencia os números de casos de coronavírus no município, e esse movimento criado não tem interesse político. O grupo é composto por cerca de 200 empresários, onde eles buscam estratégias para o comércio passar de forma segura por essa pandemia. “Não é abrir o comércio e esquecer da importância das vidas, a gente tem todo um propósito por trás disso”, explicou.

Ainda segundo Philippe, nesta terça-feira (09) o grupo se reunirá com o prefeito Rogério Andrade para discutir o que pode ser feito em prol do funcionamento seguro. “Vimos na nossa concepção que podemos abrir o comércio de forma segura, essa não é uma cidade turística, vivemos apenas do comércio, por que não conversar para ver a possibilidade do comércio funcionar de forma segura?”, explicou.

De acordo com Lipão, 66% da população dos Estados Unidos foram infectadas dentro de casa e estudos indicam a infecção ocorre independente do funcionamento do comércio em até 80% da população brasileira. “Se conseguirmos mostrar isso a população de forma mais leve, talvez possa chegar em nosso objetivo. Será que os comerciantes vão aguentar mais 30 dias fechado? Será que não é melhor a gente sentar e ponderar as decisões que estão sendo tomadas? Acredito que há sim como ter o empresário comerciante andando lado a lado com o município e não contra. Nosso grupo não é para declarar apoio ou guerra a nenhum candidato político. Nosso grupo apenas luta em prol do comércio de forma coerente e consciente”, declarou.

O grupo que foi criado no sábado (06), ganhou um grande apoio inesperado, porém continua sendo representados pela CDL, com os quais tiveram uma reunião onde foi discutido essa preocupação quanto ao comércio fechar, “nossa causa é em prol do comércio, não estamos aqui para colocar o comércio a frente das vidas, mas acho que é hipocrisia falar que o comércio não é importante. Um CNPJ cancelado gera o desemprego de quantas pessoas? E essa pessoa é o sustento de quantas outras pessoas? Será que a gente não pode ponderar e trabalhar lado a lado?”, concluiu.

Reportagem: Voz da Bahia