Dólar sobe 1,8% em meio a correção e aumento das tensões entre EUA e China

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O dólar disparou nesta segunda-feira (3), mas não apenas ante o real. Hoje, os câmbios globais enfrentam um movimento de flight to quality, ou em tradução livre, voo em direção à qualidade, diante do aumento nas incertezas do ambiente macroeconômico.

O avanço no número de casos do coronavírus em diversos países que saíram de suas quarentenas, se conjugou a uma correção depois da forte desvalorização da moeda americana no mês passado. Em julho, a moeda dos EUA perdeu 4,04% do seu valor ante o real.

A demora para sair uma definição no debate que ocorre no Congresso dos Estados Unidos, acerca de um estímulo de US$ 1 trilhão para enfrentar os impactos econômicos da pandemia, também contribuem para esse movimento de compras no dólar.

Com isso, o dólar comercial fechou em alta de 1,83% a R$ 5,3122 na compra e a R$ 5,3142 na venda. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a subir mais de 2%, chegando a R$ 5,3311. Já o contrato futuro do dólar para setembro avança 2,07% a R$ 5,337 no after-market.

Um outro fator que incerteza é a disputa entre Estados Unidos e China, que no mês passado foi movimentada pelo fechamento de consulados dos dois lados e hoje ocorre no âmbito da polêmica do aplicativo TikTok.

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou banir o TikTok dos EUA acusando a empresa chinesa dona do app, a ByteDance, de oferecer riscos à privacidade e segurança de dados dos usuários. A Microsoft anunciou no domingo que pretende comprar o TikTok em território americano.