Elias Maluco deixou carta de despedida antes de morrer, diz PF

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Reprodução/ TV Globo

Encontrado morto em sua cela na Penitenciária Federal de Catanduvas (reveja aqui), o traficante Elias Pereira da Silva, conhecido como Elias Maluco, deixou ao menos 10 cartas de despedida aos familiares, informou a Polícia Federal (PF).

Segundo o R7, em nenhum de seus relatos o criminoso cita arrependimento ou revolta com o sistema penitenciário. Ele apenas escreveu que não aguentava mais a vida e não conseguia mais se posicionar em frente aos familiares.

Os agentes penintenciários disseram que Elias não demonstrou nenhum comportamento estranho para cometer tal ato contra a própria vida. Peritos da PF disseram que sua cela estava bem organizada.

O corpo deve ser levado ao Rio de Janeiro, após a Polícia Federal emitir um documento para autorizar a vinda do corpo para a capital carioca.

Elias estava preso desde 2002 quando foi condenado a 28 anos e seis meses de prisão após ser acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes.

A morte do jornalista ganhou repercussão nacional e os detalhes da brutalidade do crime chocaram o país. Tim Lopes sofreu diversas amputações, foi carbonizado e teve seu corpo ocultado num cemitério clandestino. O reconhecimento só foi possível com exame de DNA.

Em 2013, Elias Maluco ainda foi sentenciado a mais 10 anos, sete meses e 15 dias de prisão, desta vez pelo crime de lavagem de dinheiro. A mulher e a sogra dele também foram condenadas pelo mesmo crime.

Elias era apontado como membro de uma organização criminosa liderada por Antonio Ilário Ferreira, o Rabicó, do Comando Vermelho. Mesmo dentro do presídio federal, Elias teria exercido funções de liderança no grupo, conforme denúncia do Ministério Público.

Tim Lopes
O assassinato do jornalista ocorreu em 02 de abril de 2002, no município do Rio de Janeiro. Tim Lopes tinha 51 anos quando foi morto, era repórter da Rede Globo e na época fazia reportagem sobre tráfico de drogas e exploração sexual infantil em bailes funk. Elias foi condenado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, métodos cruéis e sem chance de defesa), além de formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

(Correio)