Em tratamento da Covid-19, prefeito de Olindina está afastado de cargo há cerca de 50 dias; procuradora segue como gestora

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Em tratamento da Covid-19, prefeito de Olindina está afastado de cargo há cerca de 50 dias — Foto: Emanuelle Melo/ Arquivo Pessoal

O prefeito de Olindina, Vanderlei Caldas, está afastado do cargo há cerca de 50 dias, em recuperação da Covid-19. Nesta segunda-feira (19), a procuradora do município, Bianca Bittencourt segue como gestora interina da cidade.

O prefeito teve alta no começo deste mês. No entanto, ele segue afastado do cargo porque está fazendo fisioterapia e, segundo Bianca, apresenta boa recuperação. Ainda não há previsão de quando ele deve retornar à prefeitura.

Bianca Bittencourt foi nomeada prefeita interina há um mês, em uma sessão extraordinária, liderada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Albérico Ferreira dos Reis.

Vanderlei Caldas ficou internado em Salvador, que fica a cerca de 220 km de Olindina. A cidade chegou a ficar sem prefeito por cerca de 15 dias.

Prefeito afastado

O resultado positivo para o exame da Covid-19 do prefeito Vanderlei Caldas foi divulgado no dia 24 de agosto, nas redes sociais da prefeitura. Dias depois ele foi hospitalizado em Olindina e transferido para o Hospital São Rafael, uma unidade particular na capital baiana. Ele pertence ao grupo de risco.

O G1 tentou contato com várias autoridades da cidade, mas ninguém soube informar ao certo a data em que o prefeito foi afastado do cargo.

No entanto, em um boletim divulgado pela prefeitura nas redes sociais, a informação é de que, ao menos desde o dia 2 de setembro, ele já estava internado na capital baiana. Sendo assim, o prefeito está fora das atividades há pelo menos 48 dias.

Até o último boletim da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), divulgado no final da tarde desta segunda-feira (19), a cidade de Olindina registrava 256 casos de Covid-19 e quatro mortes pela doença.

Impasse para assumir prefeitura
O impasse para assumir a prefeitura começou ainda em setembro, depois que o vice-prefeito, Carlos Ubaldino, pediu uma licença para não ocupar o cargo interinamente.

Essa licença chegou a ser negada pelos vereadores em uma votação, e então Carlos Ubaldino apresentou um atestado médico e alegou afastamento por condição de saúde.

Na época, o G1 não conseguiu contato com o vice-prefeito da cidade para comentar a situação. Com o afastamento do vice-prefeito, o vereador Albérico Ferreira deveria ter assumido o cargo, por ser presidente da Câmara de Vereadores.

No entanto, ele apresentou uma declaração de impedimento, porque pretendia concorrer novamente ao cargo de vereador e é candidato.

Pela lei eleitoral, quem assumisse a prefeitura interinamente nessas condições, ficaria impedido de disputar as eleições, que serão em novembro.

A mesma justificativa foi dada pelo vice-presidente da Câmara de Vereadores, que seria o próximo da lista e também renunciou o direito ao cargo por ser candidato a vereador.

(G1/BA)