Evangélicos se somam a grupos contrários à indicação de Feder ao MEC

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Foto: Agência Estadual de Notícias Paraná

A nomeação de Ricardo Feder para o Ministério da Educação tem enfrentado resistência de alas diferentes do grupo bolsonarista. O núcleo evangélico pressiona desde a manhã desta sexta-feira (3) o Governo Federal a recuar da nomeação e se soma aos militares e bolsonaristas contra o secretário de Educação do Paraná.

O desejo do grupo é ter alguém com um perfil ideológico semelhante ao do presidente Jair Bolsonaro, que não é o caso de Feder, que tem ligação com o governador João Dória (PSDB-SP). 

Ele é visto como uma indicação para agradar o Centrão.

Ricardo Feder é judeu, assim como Fábio Wajngarten, secretário especial de Comunicação do governo, e conta com o apoio da comunidade israelita.

De acordo com informações do O Globo, o pastor Silas Malafaia enviou uma mensagem a Bolsonaro ainda na quinta-feira (2), logo após o presidente ligar para Feder para alinhar a sua ida ao MEC, após polêmica com falsisificação de informações no currículo de Carlos Decotelli. 

Na mensagem, Malafaia cobra que seja nomeado um novo ministro com “o mesmo viés que ele acredita”.

No outro dia, após a confirmação do convite a Feder por integrantes do governo Bolsonaro, o presidente respondeu a Malafaia que estavam escolhendo por ele e que não havia sido tomado uma decisão final. 

Malafaia também já tinha se posicionado contra a nomeação de Decotelli, que substituiria Abraham Weintraub. 

Um bom substituto para Malafaia, que aplaca evangélicos e milatares, seria Anderson Correia, ex-presidente da Capes e reitor do ITA. Além de ser evangélico, ele trabalha com os militares desde o início da transição do governo Bolsonaro e tem a benção do general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). (BNews)

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