Família homenageia George Floyd em funeral; EUA entram no 10º dia de protestos contra o racismo

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Velório de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos — Foto: REUTERS/Lucas Jackson

Familiares e amigos de George Floyd organizam nesta quinta-feira (4), em Minneapolis, o primeiro funeral do ex-segurança, morto em maio durante uma ação policial — caso que gerou onda de protestos contra o racismo nos Estados Unidos e no mundo.

De acordo com a emissora norte-americana CBS, o corpo de Floyd será levado ainda a outras duas cidades para outras cerimônias: Raeford, na Carolina do Norte, cidade natal do ex-segurança; e Houston, onde ele foi criado. A última homenagem está marcada para terça-feira.

Martin Luther King III, ativista por direitos humanos e filho de Martin Luther King Jr., diante do caixão de George Floyd momentos antes de cerimônia em Minneapolis, nos EUA, nesta quinta-feira (4) — Foto: Bebeto Matthews/AP Photo

A cerimônia em Minneapolis tem a presença do ativista Martin Luther King III, último filho vivo de Martin Luther King Jr., que lutou pelos direitos civis da população negra dos EUA em meados do século XX. Políticos como a senadora Amy Klobuchar, ex-pré-candidata à presidência dos EUA, também participaram do ato.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também esteve no funeral e se ajoelhou diante do caixão de George Floyd. Os rappers T.I. e Tyrese Gibson participaram da cerimônia.

Philonise Floyd, um dos irmãos do ex-segurança, afirmou na cerimônia que George era muito querido e “um homem poderoso”.

“Todos os dias ele caminhava e havia uma fila de pessoas querendo cumprimentá-lo. Ele era poderoso, cara. Ele tinha um jeito com as palavras, todos amavam o George”, disse Philonise.

Prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, se ajoelha diante do caixão que leva o corpo de George Floyd durante funeral nesta quinta-feira (4) — Foto: Lucas Jackson/Reuters

O reverendo Al Sharpton, religioso que conduziu a cerimônia, disse que os Estados Unidos nunca foram grande para os negros — parafraseando o slogan “Make America Great Again”, do presidente Donald Trump.

“Grande para quem? Nós vamos fazer a América grande para todos pela primeira vez. Nunca foi grande para negros, nunca foi grande para latinos”, afirmou.

Além dos funerais, nesta quinta, os Estados Unidos entram na 10ª jornada de protestos contra o racismo. A noite anterior teve novos confrontos e casos de vandalismo, mas as manifestações ocorreram de maneira bem mais tranquila do que em outros dias.

Veja abaixo resumo do 10º dia de protestos nos EUA

‘Eu não consigo respirar’, diz cartaz levantado por manifestante em Lille, na França, nesta quinta (4), mais um dia de protestos contra o racismo — Foto: Pascal Rossignol/Reuters
  • Após noite sem prisões e com protestos pacíficos, a capital Washington não terá toque de recolher nesta quinta. Entretanto, militares da Guarda Nacional continuam na cidade — o que gerou protestos da prefeita Muriel Bowser.
  • Da mesma forma, o xerife de Los Angeles, Alex Villanueva, determinou o fim do cumprimento do toque de recolher na cidade. Segundo o jornal “Los Angeles Times”, ele justificou a decisão “com base nos padrões pacíficos dos protestos mais recentes”.
  • Três dos ex-policiais acusados de participação na morte de Floyd deverão comparecer a um tribunal pela primeira vez desde o início do caso.
  • Os protestos continuaram pelo mundo: houve registro de atos na França, no Reino Unido e na Áustria.
  • Pelas redes sociais, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ofereceu condolências à família e aos amigos de Floyd. “Sua morte foi uma tragédia e, como o presidente Donald Trump disse à nação, justiça será feita”, escreveu.
  • O artista Kanye West anunciou que vai arcar com os estudos da filha de Floyd e que vai doar US$ 2 milhões a famílias de vítimas de violência policial nos EUA.

(G1)

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