Marcha em Paris faz homenagem a professor decapitado por extremista

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Foto: Georges Gobet/ AFP

Milhares de pessoas se reuniram, neste domingo, 18, em Paris, para prestar homenagem a Samuel Paty, o professor de história que foi decapitado em um ataque extremista na sexta-feira, 16. Manifestações simultâneas ocorrem também em outras cidades francesas. Na capital do país, a concentração foi na Praça da República, e muitos dos manifestantes levaram cartazes com frases como “Não ao totalitarismo do pensamento” e “Sou professor”.

Paty foi assassinado depois de mostrar uma caricatura de Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.A polícia francesa informou que pelo menos 11 suspeitos de contribuir com o atentado já foram detidos, entre eles, familiares do homem suspeito de ter cometido o crime, que foi morto durante uma ação policial após se recusar a soltar uma faca levava nas mãos. A manifestação em Paris foi autorizada pela prefeitura, apesar de as medidas mais restritivas que a capital francesa passou a adotar no sábado para frear o avanço da pandemia do novo coronavírus, como a implantação de um toque de recolher depois das 21h.

O presidente da França, Emmanuel Macron, visitou a escola de Paty e classificou o ataque como um atentado terrorista islâmico. Segundo a polícia francesa, o homem que cometeu o crime era um russo de origem chechena de 18 anos. Os agentes afirmam que tentaram prendê-lo após o ataque, mas ele estava agressivo e, por isso, foi necessário abrir fogo e matá-lo.