Morte de homem negro por policial branco nos EUA gera revolta

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Manifestante protesta do lado de fora da prefeitura contra a morte de George Floyd, em Minneapolis, no Estados Unidos, na quinta-feira (28) — Foto: Reuters/Carlos Barria

O governador de Minnesota, Tim Walz, chamou nesta quinta-feira (28) a ajuda da Guarda Nacional para conter os saques e tumultos em Minneapolis, após dois dias de protestos que se tornaram violentos, em resposta a morte de um homem negro, George Floyd, na segunda-feira, sob custódia da polícia.

Policial foi filmado com o joelho sobre o pescoço de George Floyd — Foto: AFP/Facebook / Darnella Frazier

A ordem do governador não informou quantos membros da Guarda foram mobilizados e se eles estariam em serviço já na noite desta quinta, quando outro protesto está marcado. Depois de chamar a Guarda, Walz pediu mudanças generalizadas após a morte de Floyd.

“É hora de reconstruir. Reconstrua a cidade, reconstrua nosso sistema de justiça e reconstrua a relação entre a aplicação da lei e as pessoas encarregadas de proteger. A morte de George Floyd deve levar à justiça e mudança sistêmica, não a mais morte e destruição”, disse o governador.

Manifestantes observam carrinhos de compra queimando perto de delegacia de polícia em Minneapolis, durante protesto pela morte de George Floyd, na noite de quarta-feira (27) — Foto: Reuters/Adam Bettcher

Os distúrbios começaram depois que, na segunda-feira (25), a polícia tentou prender Floyd do lado de fora de um supermercado de Minneapolis, porque ele era suspeito de ter feito compras com notas falsas. Um espectador gravou a abordagem da polícia. Um policial se ajoelhou no pescoço de Floyd por quase oito minutos, enquanto ele se queixava de que não conseguia respirar – ele depois morreu.

Outra noite de protestos foi prometida para esta quinta-feira em St. Louis, perto dos escritórios do condado no centro de Minneapolis. Algumas lojas em Minneapolis e nos subúrbios fecharam cedo, temendo mais conflitos. Segundo a agência Associated Presss, a cidade fechou o sistema de trilhos leves e todos os serviços de ônibus por questões de segurança.

Mais cedo nesta quinta, o corpo de um homem morto a tiros foi encontrado perto de uma loja de penhores.

Manifestantes correm de gás lacrimogêneo perto da 3ª delegacia de Minneapolis, na noite de quarta-feira (27) — Foto: Nicholas Pfosi/Reuters

O porta-voz de St. Paul, Steve Linders, disse que as autoridades estão lidando com distúrbios em cerca de 20 áreas diferentes.

No Twitter, o prefeito de St. Paul, Melvin Carter, pediu que as pessoas não participem da nova manifestação. “Por favor, fique em casa. Por favor, não venha aqui para protestar. Por favor, mantenha o foco em George Floyd, em avançar nosso movimento e em impedir que isso aconteça novamente. Todos nós podemos estar juntos nessa luta”, escreveu.

O Ministério Público dos EUA e o FBI em Minneapolis disseram na quinta-feira que estavam conduzindo “uma investigação criminal robusta” sobre a morte de Floyd e estavam fazendo do caso uma prioridade.

O FBI já havia anunciado que estava investigando se os direitos civis de Floyd foram violados. O novo anúncio ocorreu um dia depois que o presidente Donald Trump afirmou em uma rede social que pediu uma investigação rápida. (G1)

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