Nova sede do Ibama na Bahia vai gerar economia de 70%

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Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) vai ganhar nova sede na Bahia. A novidade é a economia de 70% que o órgão terá no novo prédio, na Avenida Paralela, em Salvador. De acordo com o superintendente do órgão no estado, Rodrigo Alves, o edifício pertence ao Banco Central e a modernidade trará uma melhor estrutura para os servidores. O evento de assinatura do contrato será realizado na próxima segunda-feira, 19, e contará com a presença do presidente nacional do Ibama, Eduardo Bim.

“Saímos de um prédio ultrapassado, localizado no Nordeste do Amaralina, para um local super moderno. É um pleito antigo dos servidores do Ibama, que a sede fosse mais condizente com o órgão. É algo que estamos trabalhando desde fevereiro. Este contrato vai colocar o Ibama em outro patamar, em um dos prédios mais modernos do Brasil, com 70% de economia”, afirma Rodrigo Alves.

De acordo com ele, a economia será benéfica para o Instituto, pois possibilitará um foco maior na interação entre os setores do órgão, “com desenvolvimento social e econômico, com respeito à preservação do meio ambiente”.

“O caminho tradicional, que é construir um prédio próprio, não existe mais, porque esse dinheiro deixou de existir e não é mais o que a população quer. Procuramos otimizar os espaços que já existem. O novo prédio é super moderno, sustentável, [tem] reuso de água de chuva, energia solar, toda uma estrutura para os servidores”, finaliza.

Queimadas

Para o superintendente do Ibama na Bahia, as queimadas que vem acontecendo na Chapada Diamantina causam um grande prejuízo, não só ambiental, como também social e econômico. De acordo com ele, o Ibama teve um papel importante no combate aos incêndios, mesmo a região não sendo da responsabilidade do órgão.

“Como o foco [do incêndio] foi nas bordas do Parque Nacional da Chapada Diamantina, a competência especifica é do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], mas desde o primeiro momento, as brigadas de incêndio do Ibama trabalharam junto com ICMBio, mantendo o fogo sob controle nos primeiros dias, até a mudança das condições climáticas levaram ao aumento do incêndio que ganhou grandes proporções e, o Estado, Corpo de Bombeiros, os municípios e os brigadistas voluntários somaram esforços junto conosco”, afirma o superintendente.

Ele avalia que as queimadas na localidade foi “dezenas de vezes menor” que a de 2005, mas diz que é necessário punir os responsáveis. “O que é necessário é uma atenção muito grande nessas regiões para as pessoas que dão início a essas queimadas possam ser responsabilizadas. Elas geram um prejuízo muito grande, não só ambiental como social e econômico”, finalizou.