Passageiros do ferry formam grande fila no terminal de Salvador para compra de passagens: ‘Falta de respeito’

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Passageiros do ferry formam grande fila no terminal de Salvador para compra de passagens: 'Falta de respeito' — Foto: Reprodução / TV Bahia

Passageiros do ferry boat formaram uma grande fila para a compra de passagens no Terminal de São Joaquim, em Salvador, durante toda a manhã e o início da tarde deste sábado (26). Os resultado foi muita gente próxima uma da outra, sem respeitar o distanciamento recomendado por causa da pandemia. Em entrevista ao Bahia Meio Dia, várias pessoas reclamaram da situação.

Uma das passageiras disse que chegou no local no início da manhã, mas que, até por volta de 12h20, não tinha conseguido embarcar.

“Cheguei aqui era 9h30. Não consegui pegar o de 10h, o de 11h e nem o de 12h. Vou ter que pegar o de 14h. Há uma falta de respeito. As pessoas que chegam cedo não conseguem embarcar. Ali está fechado. Mas os cambistas estão vendendo”, disse uma passageira.

De acordo com a Internacional Travessias, concessionária que administra o sistema de transporte marítimo, o serviço segue reduzido por causa da Covid-19.

O ferry boat segue operando com 50% da capacidade total de passageiros por embarque e manterá o funcionamento em acordo estabelecido pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), para o período de atenção a pandemia. Por isso, as saídas ocorrem em intervalos.

A empresa disse ainda que opera com quatro ferries e que a demora foi devido ao fluxo do momento, já que aos sábados o movimento é bem maior.

A consequência disso são grandes filas sempre que a demanda aumenta. No entanto, a maioria dos passageiros desta sábado reclamava sobre a forma como as passagens são vendidas: apenas uma por pessoa. Para eles, há um desequilibro, uma vez que cambistas são flagrados com várias passagens.

“Infelizmente é só uma passagem por pessoa. Eu estou com a família, cheio de bagagens. Agora a gente vê passar por aí os caras com 20 [passagens] vendendo”, afirmou um passageiro.

“Está um absurdo. Cambistas com cinco a seis passagens, vendendo mais caro e a gente aqui na fila”, disse uma outra pessoa que estava na fila.

“A fila está imensa, está lá fora. E tem muito cambista do lado de fora vendendo. Acaba que isso ajuda a desorganizar o atendimento aqui. Eu não tenho previsão de saída”, pontuou outro passageiro.

Uma outra passageira que não se identificou afirmou que, apesar de não ser recomendado, ela comprou a passagem na mão de um cambista, pelo valor de R$15. Durante o final de semana, o valor oficial da tarifa para os pedestre é de R$ 6,70.

“Falam que a gente não pode comprar na mão de cambista. Como é que não compra com uma fila dessa? Não tem como. Isso acaba incentivando as pessoas a ir para os cambistas. Eu tive que comprar, caso contrário não iria embarcar. O pessoal que estava atrás de mim ainda está na fila”, contou.

A Internacional Travessia disse que tem atuado com fiscalização, limitando a venda de ingresso – cada pessoa só pode comprar um. A empresa informou também que a atuação dos cambistas não ocorre somente no ferry boat, e a polícia é parceira para evitar a ação.

Apesar disso, quem compra a passagem da forma convencional, passa por horas de espera. Um idoso preferiu abri mão da fila preferencial para evitar briga.

“Isso é uma ‘moloqueira’. Abri mão da prioridade porque não quero criar problema com quem está na frente. Olha como está a fila. Tem uma fila de prioridade grande, como vou chegar lá?”, contou.

(G1/BA)