Professores de S. A. de Jesus se reúnem em frente a prefeitura municipal e reivindicam decreto de enquadramento

Foto: Voz da Bahia

Na tarde desta quinta-feira (21), houve uma reunião entre os professores da Rede Municipal e a Secretária de Educação de Santo Antônio de Jesus, a professora Maria Renilda Barreto para discutir sobre o decreto que altera a carga horária do professor de 20h para 40h publicado pela gestão anterior do ex-prefeito Rogério Andrade (PSD) no dia 30 de dezembro.

A revogação do decreto foi sugerido pela secretária afirmando que a forma como foi aprovado fere os princípios legais da lei, se aplicado terá um grande impacto financeiro e por isso o processo será retomado dentro da legalidade.

Professor Marcos Tosta

Ao procurar o Voz da Bahia, um dos protestantes da categoria de Marcos Tosta afirmou que a manifestação é ordeira e apartidária, contra a decisão que fere o direitos dos professores, “são 98 professores que terão o direito jogado no lixo através de uma revogação de decreto. A questão não se resume ao dinheiro, mas a qualidade da educação que podemos prestar ao município”, falou.

Professora Ilma Cerqueira

A professora Ilma Cerqueira disse acreditar que a gestão anterior não faria algo que viesse prejudicar o município, segundo ela, há vaga real no quadro.

“As aulas começam no dia 1º de fevereiro, existe vaga real no quadro, e agora a secretaria vai criar um projeto de 90 dias contratando outros profissionais que não são efetivos, vaga que no caso é dos professores enquadrados. Se não tem recurso para pagar o enquadramento, terá recurso para pagar os contratados? Vejo aí uma questão politica partidária. Deixo a minha indignação, tristeza e insatisfação enquanto professora que luta pela educação do município”, questionou.

Professora Gabriela Gomes

A professora Gabriela Gomes expôs que haverá luta para manutenção do direito da categoria. “Se existir um decreto, se fomos nomeados e está tudo dentro da lei, é direito nosso. Se existe justiça para um, existe também para outros. Terá luta sim! Eu convidaria a gestão a pensar seriamente se seria benefício a gestão começar já com uma briga com 98 professores que teve seu direito revogado, tirando o direito de 98 famílias? Que a briga não seja uma rinha politica, mas que seja algo que valorize a educação. Esperamos que nosso direito seja mantido, porque se não for, buscaremos nas instancias legais”, disse.

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Reportagem Voz da Bahia