Rastreador de sintomas revela 6 tipos diferentes da Covid-19, diz estudo

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Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) criada pela Visual Science. Foto: Reprodução/Visual Science

Cientistas britânicos encontraram seis tipos diferentes da Covid-19, mostra estudo divulgado nesta sexta-feira (17). Segundo os pesquisadores, a descoberta veio de uma análise com um aplicativo que rastreia os sintomas da doença causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2.

A equipe do King’s College London, do Reino Unido, descobriu que os seis tipos da doença são correlatos aos níveis de severidade da infecção e com a probabilidade de um paciente precisar de ventilação mecânica em caso de internação.

Os seis tipos da Covid-19 descobertos pelos pesquisadores são os seguintes:

  • Como uma gripe, sem febre — dor de cabeça, perda de olfato, dores musculares, tosse, dor no peito, sem febre
  • Como uma gripe, com febre — dor de cabeça, perda de olfato, tosse, dor de garganta, rouquidão, febre, perda de apetite
  • Gastrointestinal — dor de cabeça, perda de olfato, perda de apetite, diarreia, dor de garganta, dor no peito, sem tosse
  • Tipo severo, nível 1 — dor de cabeça, perda de olfato, tosse, febre, rouquidão, dor no peito, fadiga
  • Tipo severo, nível 2 — dor de cabeça, perda de olfato, perda de apetite, tosse, febre, rouquidão, dor de garganta, dor no peito, fadiga, confusão mental, dor muscular
  • Tipo severo, nível 3, quadro respiratório e abdominal — dor de cabeça, perda do olfato, perda de apetite, tosse, febre, rouquidão, dor de garganta, dor no peito, fadiga, confusão mental, dor muscular, falta de ar, diarreia, dor abdominal

Com a descoberta, os cientistas esperam que os médicos consigam prever quais pacientes com Covid-19 correm mais riscos de precisar de atendimento hospitalar em futuras ondas da epidemia.
“Se você consegue prever quem são essas pessoas no quinto dia [após contrair a doença], você tem tempo para dar a elas apoio e intervenções precoce, como monitoramento do nível de oxigênio e açúcar no sangue”, comenta a médica Claire Steves, que co-liderou a pesquisa, em entrevista à Reuters.

O estudo ainda não passou pela revisão por pares, etapa necessária para publicação como artigo em revistas científicas. Além disso, a pesquisa se refere a tipos da doença de acordo com sintomas, e não se refere a outras cepas e mutações do vírus.

(G1)

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