SSA: ACM Neto prorroga suspensão de aulas e interdição de praias; restrições em bairros seguem

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

A suspensão das aulas e a interdição das praias em Salvador foi prorrogada até 14 de agosto. A informação foi anunciada pelo prefeito ACM Neto, na manhã desta quinta-feira (30), durante a entrega da Praça Cairu, na Cidade Baixa, um dos principais pontos turísticos da capital baiana.

“Até 14 de agosto ficam suspensas atividades que não foram reguladas. Por isso, já prorrogamos a suspensão até 14 de agosto[…] Todas as atividades que não estão reguladas por protocolo, reguladas pela prefeitura e governo, estão, automaticamente, suspensas, até 14 de agosto, por mais 15 dias”, disse.

“Ainda não há previsão de datas para reabertura das praias e volta às aulas. Estamos com protocolo em curso, mas retorno só depois que a fase dois começar e que todas as taxas estiverem administradas e controladas”, completou.

Até esta quinta, está autorizada apenas a primeira fase de retomada de reabertura do comércio. A liberação só foi possível após a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 ficar abaixo de 75% por cinco dias consecutivos.

Nesse momento, podem abrir de forma presencial, os shoppings centers e centros comerciais correlatos, bem como lojas de rua acima de 200 metros quadrados [as lojas com área inferior já podiam abrir]. Templos religiosos e liberação do Drive-In também são autorizados.

Já a fase dois prevê a ampliação da flexibilização das atividades contempladas na primeira etapa, além da reabertura de vários segmentos. Mas, ainda não há previsão para esse momento.

Bairros com medidas restritivas

Ainda durante a inauguração da praça, o prefeito de Salvador anunciou a prorrogação por mais uma semana das medidas restritivas em: Águas Claras, Cajazeiras (VII, VIII, X, XI), Fazenda Grande (I, II, III E IV) e Nordeste de Amaralina. Já o bairro de Castelo Branco, que também estava com essas medidas, foi retirado da lista.

“Prorrogamos por mais uma semana: Nordeste de Amaralina, Águas Claras, Cajazeiras (VII, VIII, X, XI), e também Fazenda Grande (I, II, III e IV). Vamos concluir o trabalho no bairro de Castelo Branco. Dos bairros [com medidas restritivas], estamos prorrogando todos e concluindo em Castelo Branco. Todos os outros ficam por mais, pelo menos, uma semana, e encerramos em Castelo Branco”, pontuou.
Durante as medidas de restrição, os comércios formal e informal devem permanecer fechados nesses bairros, independentemente do tamanho da área que ocupam. Apenas atividades essenciais podem funcionar, a exemplos de supermercados, padarias, delicatessens, farmácias, açougues, estabelecimentos que utilizam o sistema de delivery (sem retirada no local) e serviços de saúde.

Apelo para prefeitos da RMS

Para que novas fases que autorizam o funcionamento do comércio sejam liberadas, é importante que haja queda na taxa de ocupação de Unidade Terapia Itensiva (UTI). Esse é o acordo firmado no plano de flexibilização das atividades. Por causa disso, o prefeito fez um apelo para os prefeitos de cidades da região metropolitana de Salvador (RMS)

“Por favor, não abram bares e restaurantes antes da capital alcançar a fase dois do protocolo conjunto estabelecido pela prefeitura e pelo governo. Faço esse apelo porque, não é justo, que os leitos estejam aqui em Salvador, que o atendimento seja feito pela capital, que estejamos com restrições, e que a RMS comece a abrir. Isso não parece ser medida de segurança no momento. O apelo que eu faço é que acompanhem o protocolo estabelecido pela prefeitura e pelo governo do estado”, pediu.

“Eu vi que eles só abriram o comércio depois de nós. Em relação a bares e restaurante, salões, espero que eles [esperem]. Claro, o dono de bar e restaurante de Salvador tem em direito de reclamar, porque o atendimento é feito aqui. Então, vamos ser solidário. Quando abrir aqui, a região abre”, completou

Nesta quinta, a prefeitura de Mata de São João, que fica na RMS, anunciou que restaurantes, parques temáticos e atrativos turísticos serão reabertos a partir do próximo sábado (1º).

‘Fonte da Rampa do Mercado’

Também durante a entrega da praça, o prefeito comentou sobre a reconstrução do ‘Fonte da Rampa do Mercado’ ou ‘Monumento à Cidade de Salvador’, uma das mais emblemáticas obras do artista baiano Mário Cravo Júnior, cartão-postal da cidade que foi destruído durante um incêndio no ano passado. [Veja momento acima]

De acordo com o prefeito, ainda não há prazo para a reconstrução por causa de uma divergência com a família do artista, que cobrou para que a prefeitura tenha acesso ao projeto original.

“Logo [após o incêndio] falei ‘Vamos reconstruí o monumento’. Só não conversando ainda porque houve desalinhamento de posições entre a prefeitura e a família de Mário Cravo. Estamos para tomar uma decisão. Meu desejo é que o monumento seja reconstruído exatamente com a configuração original, porque ele passou a integrar o cartão-postal da cidade”, falou.

“Havia uma divergência interna na própria família de Mário Cravo. Uma parte da família concordava em ceder os projetos originais para a prefeitura. Uma outra parte quis cobrar um valor que eu me recuso a pagar. Esse é um impasse. É obvio que não existe, principalmente no momento como esse, pagar milhões para ter direito de ter acesso ao projeto original; não seria nada razoável”, revelou.

Por causa disso, ACM Neto pontuou que, caso não haja acordo entre prefeitura e família, um concurso será criado para que outro monumento seja construído no local.

“Agora, caso isso não seja possível, porque não vou aceitar pedidos absurdos de ninguém, a gente vai fazer um outro monumento. Estou tentando evitar isso. Estou tentando fazer que o monumento seja original, feito por Mário Cravo. Caso não sinta segurança jurídica pela falta de entendimento com a família, nós vamos fazer um concurso público para a seleção de um projeto e a implantação de um novo projeto naquele espaço”, disse.

A escultura destruída no ano passado ficava na praça entregue nesta quinta, entre o Elevador Lacerda e a Baía de Todos-os-Santos, e era uma das mais conhecidas do artista e um dos principais cartões-postais da capital baiana. A obra foi construída na década de 1970 e era formada por fibra de vidro.

Nova Praça Cairu

A Praça Visconde de Cairu, no Comércio, estava em obras de requalificação desde o ano passado e foi entregue nesta quinta. Entre as intervenções estão à construção do deque de contemplação e a colocação de piso em granito. Já o piso geral do calçamento é de concreto usinado cinza.

A rampa de acesso de veículos ao Terminal Náutico foi refeita, também em concreto, além das destinadas a pessoas com deficiência. A parada de ônibus de turismo também foi totalmente revitalizada.

No entorno do Mercado Modelo, que ainda será totalmente requalificado, e reaberto nesta quinta após quatro meses fechado, foi feito o rebatimento da fachada e a substituição do piso por pedra portuguesa nas cores branca e preta.

O projeto ainda contou com a implantação de novos bancos, reforma do busto do Visconde de Cairu, fechamento do canteiro de árvores, reforma do guarda-corpo do cais e do gradil do estacionamento do Terminal Náutico. Além disso, balizadores foram implantados na área de embarque e desembarque do Terminal Náutico. A iluminação também foi reforçada com instalação de 97 luminárias e 13 projetores.

Durante a entrega, o prefeito comentou sobre o local.

“A partir da Praça Cairu as pessoas começam a ver nossa história. A riqueza do nosso povo. Já se deparam com o mercado modelo, com as tradições. Já encontraram as especiarias, os produtos típicos. A capoeira, a baiana de acarajé, água de coco. Já começa a viver a experiência do que está em Salvador”, falou.

“Em seguida, olham esse contraste maravilho: entre a cidade alta e baixa, integrado pelo Elevador Lacerda. E, daí, iniciam uma jornada incrível na nossa cidade. A praça que nos permite ter uma visão única da Baía de Todos-os-Santos”, completou.

Ele disse também que espera o espaço que seja usado pelas pessoas no período de pós-pandemia.

“Mas do que nunca, as pessoas vão valorizar os espaços públicos, as experiências ao ar livre. Vão priorizar espaços onde a possibilidade de enquadramento das pessoas sem aglomerações. Esperamos que a praça seja uma das alternativas importantes de lazer para aqueles que vão viver suas experiências em salvador. Para muitos soteropolitanos que vão redescobrir a praça e o Centro Histórico”, concluiu. (G1/BA)

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