No polo aquático, seleção feminina sonha em manter o seu lugar no pódio do Pan

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-Foto: Izabela
Foto: Izabela

O Brasil inicia neste domingo a sua busca pelas vagas olímpicas no polo aquático. A tarefa não será simples pois apenas o campeão do evento nos Jogos Pan-Americanos carimba o passaporte para Tóquio-2020 – no feminino, os Estados Unidos já têm vaga assegurada. Os homens enfrentam às 18h30 (de Brasília) o Peru, enquanto que as mulheres vão encarar às 10 horas a seleção da Venezuela.

“Eu sempre falo que o objetivo é fazer o melhor, mas nosso objetivo principal é realmente conseguir uma medalha, como a gente vem conseguindo. Nosso time se renovou muito depois da Olimpíada. Muitas meninas mais experientes saíram e agora temos atletas novas, de 15, 16 e 17 anos, mas que ao mesmo tempo mostram potencial e vontade de melhorar”, disse a capitã Viviane Bahia.

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A seleção feminina está no Grupo A ao lado de Venezuela, Porto Rico e Estados Unidos, maior potência da modalidade entre as mulheres. A tendência é que o Brasil passe em segundo e cruze com a equipe que liderar o Grupo B, que conta com Canadá, Cuba, Peru e México. Nessas circunstâncias, o jogo importante para o Brasil será a semifinal.

“Se cruzarmos com o Canadá e ganharmos, vamos para Tóquio, pois os Estados Unidos já estão classificados. O Canadá é um time que a gente, ao longo dos últimos anos, enfrentou bastante. É uma equipe que evoluiu muito, mas isso mostra que também podemos chegar lá. Cuba é um time que vai muito na raça. A gente pode enfrentar isso com organização e responsabilidade, sem querer pegar a bola e arremessar de qualquer jeito. Temos de jogar como equipe”, comentou.

Veterana na equipe, Viviane lembra que a seleção tem condições de se manter no pódio do Pan, como ocorreu em quatro das cinco últimas edições, quando o Brasil ficou com o bronze – só no Pan de 2007 a equipe feminina não foi ao pódio. “Não nos classificamos para o Mundial, mas estamos melhorando, nos concentramos, treinamos durante seis semanas para o Pan e o objetivo é tentar ir para a final ou no mínimo ganhar o bronze”.

Viviane diz que perder ensina muito para a equipe e espera que esse aprendizado seja colocado em prática a partir deste domingo. “Levamos como ensinamento de que temos de treinar cada vez mais, se esforçar cada vez mais, pois isso é o esporte. É superação. Se as meninas mais novas ganharem confiança e garra a gente pode ganhar a medalha. Que a gente jogue tudo que sabemos e se nosso jogo encaixar, tenho certeza de que vamos conseguir”, explicou.

No masculino, o Brasil estreia contra os donos da casa em Lima em uma chave que tem ainda México e Argentina. Do outro lado, no Grupo A, estão Cuba, Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. O campeão garante a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio e as três principais seleções são EUA, Canadá e Brasil. (Isto é)

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