Prefeito de S. M. das Matas rebate teoria de traição a Teté: “talvez fale isso devido sua prepotência, ou que eu seria um boneco em suas mãos”

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Foto: Voz da Bahia

Nesta quarta-feira o prefeito de São Miguel das Matas, José Renato (PDT), esteve no programa Meio-Dia e Meia na Live do Voz da Bahia e falou sobre sua gestão no município, de como vem enfrentando a pandemia da Covid-19 e sobre política.

Inicialmente, o prefeito revela o que os municípios de modo geral vem sofrendo muito com essa pandemia, e tal momento vem sendo oportuno para quem quer se aproveitar financeiramente ou politicamente da situação, “vira e mexe os sites dão informações não precisas e muitas vezes mentirosas e insinuantes e via de regra, essa tem conotação política, mas nós não estamos preocupados com isso, porque nada disso tem sentido. Primeiro é importante dizer que São Miguel das Matas está muito bem considerando o cenário regional, estadual e brasileiro. Certamente não é o município que menos tem casos, mais lá estamos sobre controle, sinal de que a população compreendeu e atendeu a nosso apelo”, explica.

O prefeito revela que no início da pandemia foi colocada uma barreira em uma das entradas da cidade, mas com passar do tempo foi necessário fechar a cidade como um todo, “nós não impedimos as pessoas de transitar, mas restringimos o acesso e fizemos o controle de maneira de que fechamos todos os aspectos com barreiras sanitárias, então as pessoas ao entrarem, elas precisam em regra se identificar, fazemos a medida da temperatura e se porventura, houver alguma alteração, essa pessoa é encaminhada ao posto médico e será então monitorada nas suas casas. Outra coisa que nós fazemos é o monitoramento das pessoas que voluntariamente informam que estão com sintomas ou que por alguma razão a Secretaria de Saúde fica sabendo além dos testes e dos devidos cuidados”, ressaltou .

Zé Renato como é conhecido, ainda pontua que o toque de recolher foi decretado no município como uma das formas de combater a contaminação da Covid-19, “sabemos que nem todas as pessoas conseguem manter o isolamento, o distanciamento e isso é natural, porque somos humanos e precisamos nos comunicar, mesmo assim considero positiva as ações feitas no município”, relata. Sobre os profissionais de saúde o prefeito expõe que todos passam por testes, além disso, “há uma casa para que os motoristas de ambulância se abriguem e não tenham contato com sua mãe evitando assim a contaminação”, conta.

Durante a entrevista foi questionado ao prefeito a polêmica do recebimento do auxílio emergencial de pessoas que não se enquadrava dentro dos requisitos para adquirir o benefício, “é uma situação muito polêmica, até porque pessoas que trabalham na prefeitura foram acusadas de receber, mas uma coisa eu posso garantir: da minha família ninguém recebeu e acredito que quem recebeu que assuma, aliás, aquelas pessoas que de alguma forma estão ligadas à prefeitura são orientadas a devolver esse dinheiro, mas eu não tenho o poder de obrigar, exceto com força do Governo Federal”, pontou. O que eu posso pedir como um homem público, é que as pessoas que não precisem, que não peçam, que deixem para que precise. Existem pessoas em São Miguel precisando de uma cesta básica ou muitas vezes de R$20 e R$30 reais para comprar uma carne e pessoas que têm poder aquisitivo razoável devia no mínimo ter o bom senso de não fazer a solicitação”, desabafou.

Sobre as eleições, o prefeito pede que a população compare as ações dos pré-candidatos, “peço que as pessoas sejam apenas justas. Nós estamos lá há 3 anos e 7 meses e a palavra aqui chama-se desafio. Eu desafio alguém mostrar quem tenha feito em São Miguel das Matas em 3 anos e esse 7 meses o que o prefeito Zé Renato fez. A palavra é desafio, mais ainda, que tenha feito com recursos próprios do município”, marcou.

Outra polêmica que rodeia a política do município é uma suposta traição do atual prefeito, José Renato contra o ex-prefeito Manoel Bonfim, conhecido popularmente por Teté (PT). De acordo com Renato, em todos os lugares que Teté vai, ele o chama de traíra e afirma que foi traído, “eu vou fazer a pergunta que a partir de agora ele vai ter que se esforçar para responder: quando ele chegar em sua casa, que ele disser que eu o trair faça a pergunta que não quer calar: ele traiu como? O que ele fez para lhe trair? E vocês assim o julguem. Eu não traí, eu fiquei com ele os oito anos, talvez ele fale de traição devido a sua prepotência, seu modo de ser ou de achar que eu seria um boneco em suas mãos como ele mencionou a alguns familiares; que ele continuaria sendo prefeito do tipo que eu sentaria no seu colo e faria exatamente o que ele mandasse, mas ele na realidade já sabia e a população já sabia, eu sou apenas uma pessoa leal e fui leal o tempo todo, mas eu tenho dignidade”, afirmou.

Sobre sua avaliação ao pré-candidato a prefeito Valdelino de Jesus, o Baleia (PSC); Zé aponta: “eu não quero desapontar ninguém, mas não sou a pessoa apropriada para dar nota por que são vários os quesitos, por exemplo, baleia nunca foi prefeito, então não tenho como dar uma nota a ele e não tenho o que falar sobre candidato, espero que a população possa julgar. O outro gestor eu posso pontuar, porque teve uma gestão razoável, foi negligente, teve suas contas reprovadas no primeiro ano de mandato, efetivamente a verdade é a verdade e não se deve esconder”