Após posts em suas redes sociais, diretor do bloco As Muquiranas é criticado pelo grupo LGBTQI+

Foto: Divulgação

O empresário Luciano Paganelli, um dos diretores do bloco As Muquiranas, foi criticado após publicar posts em seu perfil no Instagram neste sábado (27).

Nas publicações, Paganelli reagiu à campanha publicitária dos Correios da Noruega, que mostra o Papai Noel em um relacionamento gay. A campanha marca os 50 anos do fim da lei que proibia relações entre pessoas do mesmo sexo naquele país.

Paganelli publicou uma imagem da campanha noruega ao lado da imagem da capa da Playboy de dezembro de 2000, que mostra a apresentadora Carla Perez seminua sendo abraçada por um homem vestido de Papai Noel. “Tempos sombrios. Papai Noel da Minha geração | Papai Noel nessa geração de merda”, ao lado de um emoji que simula o vômito.

Na outra publicação, ele escreveu: “Primeiro foi Jesus Cristo. Depois o super homem. Papai Noel, o bom velhinho!! Agora dá o rabo. Na próxima Páscoa, o coelhinho vai virar biba-boneca-menina. Se preparem!! Você que está lendo essa mensagem. Você poderá ser o próximo”.

Publicações de Paganelli (Foto: Reprodução)

“Nojento”, criticou uma seguidora do bloco em uma publicação. Vários internautas criticaram os posts de Paganelli, que bloqueou o perfil no Instagram com mais de 8 mil seguidores. 

Em nota, o bloco As Muquiranas disse que repudia qualquer tipo de preconceito e discriminação. 

“Discordamos e repudiamos toda e qualquer opinião pessoal que pessoas ligadas ao bloco tenham e/ou faltem com respeito a quem quer que seja, se expondo em suas redes sociais pessoais”, escreveu.

A nota diz ainda que o bloco apoia o Ministério Público e a Secretaria da Desigualdade no combate a qualquer tipo de agressão.

“Garantimos que as postagens ofensivas do diretor Luciano Paganelli é uma opinião isolada e pessoal do mesmo, onde os demais diretores da marca não compactuam com o tal ato. O bloco As Muquiranas sempre reverberou pela alegria, felicidade e respeito a todas as pessoas. Nosso objetivo sempre foi promover a alegria, sem distinção de raça e gênero”, finaliza a nota.

Fundado em 1965, o bloco se comprometeu a divulgar campanha de prevenção e combate à violência contra a mulher e população LGBTQIA+ durante o Carnaval 2020. Panfletos educativos, banners e outdoors foram espalhados pela cidade, após a assinatura, em fevereiro, de um termo de compromisso com o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Correio 24h