As altas temperaturas neste verão são convidativas para um banho refrescante para aliviar o calor, seja nas praias ou nos rios. Contudo, todo cuidado é necessário para evitar que um dia de diversão acabe em transtorno.
Por isso, todos os cuidados devem ser tomados, principalmente com as crianças, além de buscar ter o conhecimento com relação ao local a ser visitado.
Ontem, no primeiro dia do ano, o Farol da Barra ficou lotado de baianos e turistas curtindo as águas da Baía de Todos-os-Santos. De olho nesse público, agentes do Grupamento Marítimo (GMAR) do Corpo de Bombeiros acompanhavam atentamente cada passo dos banhistas, alertando com relação aos perigos das marés.
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Bandeiras indicando perigo também avisavam quanto a possíveis ameaças, demandando atenção por parte dos que estavam no local.
De acordo com o soldado Mendson, do GMAR, o trabalho dos agentes começa bem antes da chega maciça dos banhistas. “Analisamos o mar, observando as correntes de retorno. Damos também orientações aos banhistas, principalmente àqueles que não têm um grande conhecimento da maré. Quando apitamos, geralmente é para indicar um melhor local para banho, pois água no umbigo é sinal de perigo”, avisou.
Segundo o salva-vidas, jovens com idades entre 14 e 29 anos são os que mais se acidentam neste período no verão, além daqueles que ingerem bebida alcoólica e pessoas com baixa escolaridade.
“Muitos deles acham que sabem nadar e não atendem as orientações, entrando no mar sem cautela. Nesse caso, o ideal é que, se não conhecer a região, procure um salva-vidas. Do contrário, melhor evitar o banho”, alertou.
Com relação às crianças, se a idade delas for de até cinco anos, elas devem ficar de braços dados com os pais. Sendo mais velhas que isso, a dica é ficar próxima a elas a uma distância de um braço estendido.
Do último dia 31 de dezembro de 2019 até o final da manhã de ontem, tinham sido registradas três ocorrências apenas no Farol da Barra, mas sem maiores gravidades, conforme o soldado Mendson, que afirmou ainda haver, neste período do ano, muitos casos de crianças que se perdem dos pais nas praias. Neste caso, o GMAR possui pulseiras de identificação que são colocadas nos pequenos, quando situações como esta acontecem.
O eletricista Sérgio Fernando esteve na praia ao lado da família e dos filhos pequenos e disse que tanto ele, quanto os demais, tomam cuidados para evitar problemas na praia. “A gente observa se o mar não está agitado e observamos se existem bandeiras próximas indicando perigo. Com relação aos meninos, estamos sempre por perto. Nunca deixamos ir só”, disse.
RIOS
Já com relação aos rios, é preciso verificar se o local possui condições de banho, com isso sendo feito somente se não tiver ingerido bebidas alcoólicas e após a digestão. Para até mesmo àqueles que sabem nadar, a recomendação é a de que água fique na altura da cintura. Se não conhecer a profundidade do local, evite saltos, pois pode haver pedras no fundo dos rios e isso cause algum acidente.
Quanto às crianças, elas devem sempre estar acompanhadas de algum adulto. Já em caso de chuvas, a recomendação é a de que não se adentre nos rios, especialmente para evitar a chamada “cabeça d’água”, aumento repentino do volume do rio causado por chuvas nas cabeceiras ou nos trechos mais altos do leito. Caso perceba o início da chuva, a orientação é a de que o banhista deve sair do rio imediatamente.
(Tribuna da Bahia)





