Ex-pastora que se tornou stripper diz que igreja impulsionou seus ganhos: ‘Fé e fetiches’

Ex-pastora Nikole Mitchell / Foto: Reprodução

A ex-pastora Nikole Mitchell abandonou o sacerdócio, se divorciou do marido para assumir-se bissexual e passou a vender fotos e vídeos eróticos numa plataforma de conteúdo adulto. Agora, sarcástica, agradeceu a igreja por impulsionar seus ganhos como stripper.

Criada numa família batista, Nikole Mitchell se formou em teologia e foi convidada a ser pastora auxiliar na Woodland Hills Church. Em 2017, abandonou o sacerdócio, assumiu-se como uma pessoa com atração sexual “por pessoas”, e se divorciou dois anos depois.

Agora, numa entrevista recente a um talkshow, a ex-pastora correlacionou sua antiga função como pregadora à sua atual, como stripper: “Descobri que esses trabalhos têm mais em comum do que imaginamos”, disse.

“Sou uma ex-pregadora que virou modelo. Agora, ganho mais dinheiro em um mês do que costumava ganhar em um ano”, acrescentou Nikole, que produz fotos e vídeos para clientes na plataforma Only Fans.

Em outro trecho da entrevista, ela declarou que habilidades aprendidas no púlpito são úteis para sua ocupação atual: “Moro onde fé e fetiches se encontram, onde auto-expressão e realização sexual se encontram, sem trocadilhos. É profundamente curador e libertador”.

Sem se incomodar com as críticas por ter deixado o ministério para viver com algo muito semelhante à pornografia, a ex-pastora demonstrou que decidiu pelo relativismo como sua filosofia pessoal:

“Fomos criados em um mundo em que ou algo é bom, ou ruim. Certo ou errado, preto ou branco. Ficamos nos sentindo divididos entre duas escolhas quando sabemos que deve haver uma opção melhor”, finalizou, segundo o Metrópoles.

Numa entrevista anterior, afirmou que se sentia constrangida antes ao tirar a roupa para a câmera, mas que rapidamente isso mudou: “Eu comecei muito tímida com apenas fotos de topless, mas agora estou no ponto em que recebo pedidos pessoais e faço vídeos sob medida para os desejos específicos das pessoas”, disse ao NY Post.

por Tiago Chagas / Gospel +