Bahia volta a perder do Ceará e fica com vice da Copa do Nordeste

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Cléber marcou o único gol da final em Pituaçu (Foto: Felipe Santos/Ceará SC)

Quem esperava ver um Bahia diferente no segundo jogo da final da Copa do Nordeste ficou decepcionado na noite desta terça-feira (4). Diante de um Ceará tranquilo, o tricolor voltou a apresentar futebol improdutivo, foi derrotado por 1×0 em Pituaçu e amargou mais um vice do Nordestão, o quinto na história do clube e o segundo na gestão de Guilherme Bellintani.

O gol que confirmou o bicampeonato cearense foi marcado pelo atacante Cléber, aos 15 minutos do segundo tempo. No jogo de ida, também em Pituaçu, o adversáro havia vencido por 3×1.

Assim como em 2015, quando foi campeão da Copa do Nordeste pela primeira vez sobre o próprio Bahia, o Ceará levantou a ‘Orelhuda’ e mostrou sua superioridade vencendo os dois jogos da final e com campanha invicta. Foram sete vitórias e cinco empates até erguer o troféu.

O título garantiu aos cearenses ainda a vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2021. 

Bahia travado

Apesar da expectativa da torcida tricolor por mudanças no time, e de Roger ter mexido na equipe que iniciou a partida com a entrada de Rossi na vaga até então ocupada por Clayson no ataque, a alteração não surtiu efeito.
 
Com a desvantagem no placar e a necessidade de fazer pelo menos dois gols no Ceará para levar a decisão para os pênaltis, o Bahia começou a partida como era esperado, chamando a responsabilidade. O tricolor, no entanto, voltou a apresentar as mesmas dificuldades que teve no primeiro jogo para furar a forte marcação cearense. Tanto que as principais tentativas foram em chutes de fora da área. 

O primeiro a arriscar foi Fernandão, em chute de longe que levou Fernando Prass a fazer boa defesa. Na sequência, Gregore e Rodriguinho também experimentaram, mas mandaram para longe.

Aos 22 minutos, um lance polêmico: Rodriguinho cruzou na área e Fernandão mandou de cabeça. A bola bateu no braço de Fabinho e os tricolores ficaram pedindo pênalti. O VAR entrou em ação, só que os árbitros entenderam que o lance foi normal e mandaram o jogo seguir. O Bahia ficou na bronca.

O Esquadrão seguiu sem conseguir conectar as jogadas. Com erros de passe no meio-campo, o tricolor passou a alçar bolas na área de forma desordenada e também não teve sucesso no primeiro tempo.

Do outro lado, o Ceará fez um primeiro tempo tranquilo, tentando pressionar a saída de bola do Bahia e controlando o jogo quando tinha a posse. O alvinegro, no entanto, não chegou a levar riscos ao gol de Anderson. 

Castigo no fim

Correndo contra o tempo, Roger partiu para o tudo ou nada. Ele voltou do intervalo com Nino na vaga de João Pedro e o atacante Clayson no lugar do zagueiro Lucas Fonseca. Também não adiantou.

Debaixo de forte chuva em Pituaçu, o Bahia voltou a ser o mesmo da primeira etapa: com erros de passe e muita dificuldade para se desvencilhar da marcação adversária e criar jogadas.

O castigo pelo desempenho ruim veio aos 15 minutos. Em jogada pela esquerda, Bruno Pacheco cruzou rasteiro e Cléber, sozinho na pena área, completou para as redes.

O resultado obrigava o tricolor a fazer três gols para garantir a decisão nos pênaltis. Não conseguiu nenhum.

FICHA TÉCNICA
Bahia 0 x 1 Ceará
Copa do Nordeste – Final (2º jogo)

Local: Pituaçu, em Salvador
Data: 04/08/2020 (terça-feira)
Horário: 21h30
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Auxiliares: Jean Marcio dos Santos e Flavio Gomes Barroca (ambos do RN)
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN), com auxílio de Antonio Dib Moraes de Sousa (PI) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE).

Cartões amarelos: Rossi, Fernandão, Gregore, Rodriguinho (Bahia) / Samuel Xavier, Luiz Otávio, Bruno Pacheco (Ceará)

Gol: Cléber (Ceará)

Bahia: Anderson; João Pedro (Nino Paraíba), Lucas Fonseca (Clayson), Juninho e Juninho Capixaba; Flávio, Gregore, Élber, Rodriguinho e Rossi (Marco Antônio); Fernandão. Técnico: Roger Machado.

Ceará: Fernando Prass; Samuel Xavier, Klaus, Luiz Otávio e Bruno Pacheco (Alyson); William Oliveira, Fabinho e Vinícius (Rafael Sobis); Fernando Sobral, Leandro Carvalho (Mateus Gonçalves) e Cléber (Bergson). Técnico: Guto Ferreira.