Motorista que sobreviveu a chacina na BA escapou depois que outra vítima lutou com criminosos, dizem familiares

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Sávio da Silva Dias, Alisson Silva Damasceno, Daniel Santos da Silva e Genivaldo da Silva Félix foram mortos em Salvador — Foto: Arte G1

O sobrevivente da ação que deixou quatro motoristas de transporte por aplicativo mortos em Salvador conseguiu escapar dos criminosos depois que uma das vítimas lutou com eles durante o ataque.

A informação foi divulgada por familiares dos motoristas, que conversaram com o sobrevivente. O homem ainda não falou com a imprensa.

Segundo os relatos, o motorista que reagiu à ação foi Genivaldo da Silva Félix, de 48 anos. Ele foi o último a cair na emboscada dos criminosos, após aceitar uma corrida que tinha como ponto de partida a Rua do Nepal, no bairro de Jardim Santo Inácio. Todas as outras vítimas foram atraídas para o mesmo local, uma a uma. Após a luta, o motorista foi assassinado pelos criminosos com golpes de facão, com os colegas. O crime ocorreu na sexta-feira (13).

Os mortos são:

Sávio da Silva Dias, de 23 anos
Alisson Silva Damasceno, de 27 anos
Daniel Santos da Silva, de 31 anos
Genivaldo da Silva Félix, de 48 anos

O sobrevivente foi identificado como Nivaldo Santos Vieira, de 40 anos. Ainda segundo familiares das outras vítimas, o homem teria pulado em um barranco e se escondido na lama para conseguir despistar os criminosos, que perseguiram ele depois da fuga. Foi Nivaldo que acionou a polícia e passou a localização do local do crime.

No lugar, foram encontrados os corpos dos motoristas. Eles estavam enrolados em lonas de plástico. No mesmo bairro, três carros que seriam dos motoristas foram localizados. Um outro veículo foi achado no pedágio da cidade de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Não há informações sobre o quinto carro.

Em entrevista à TV Bahia, a esposa de Genivaldo da Silva Félix, a enfermeira Paula Bispo da Conceição, revelou também o relato do sobrevivente de que, durante a confusão, o marido dela teria dito aos criminosos que não aceitava morrer daquele jeito, e que, por isso, lutou com os homens.

“Segundo o relato do que sobreviveu, ele disse que só sobreviveu porque o coroa, como ele relatou, que é o meu marido, que era o mais velho, que não aceitava, sabia que ia morrer, e aí começaram a entrar em luta corporal, e mandava o outro correr. E aí o outro conseguiu fugir. Ele lutou, mesmo sabendo que ali não ia ter volta. Mas ele não queria aquilo ali pra mais ninguém. Ele não queria aquilo ali que ele estava sofrendo, e todos aqueles que já estavam mortos, para os outros”. (G1)