‘Nem sei identificar o que é maconha’, diz presidente da Anvisa

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Dib afirma ter aberto o plantio de maconha para consulta pública por considerar que a questão deve ser normatizada. Foto : Edilson Rodrigues/Agência Senado

Acusado pelo governo de Jair Bolsonaro de fazer “apologia” por ter aberto para consulta pública a possibilidade de plantio de maconha por empresas e de registro de medicamentos derivados da planta, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), William Dib, se diverte com a situação. “Se colocar maconha aqui na minha frente, nem vou saber identificar. Minha geração é a do lança perfume”, disse, em entrevista publicada hoje (22) pela Folha.

Dib foi acusado pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, de buscar subterfúgios para a liberação do uso recreativo da droga. Além disso, foi criticado pelo próprio presidente, que disse que a Anvisa demora demais a registrar medicamentos. Para Bolsonaro, o órgão estaria criando dificuldades para vender facilidades.

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Na entrevista, o diretor da Anvisa afirmou que introduziu o tema da maconha para consulta pública por uma questão prática. Atualmente, a questão é decidida judicialmente, e ele entende que ela deve ser normatizada. Dib afirma que antevia reação forte, mas imaginou que viria sobretudo dos defensores do uso da maconha. “O enfrentamento que acreditei que a gente teria é das pessoas com decisão judicial a seu favor, achando que nós estaríamos tirando um direito deles”, disse.

Indicado para o cargo pelo presidente Michel Temer em 2017, Dib tem mandato fixo até dezembro deste ano, como acontece com os diretores de agências. Desta forma, ele não pode ser exonerado, como ocorreu com o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, que também passou a ser “inimigo” do governo. (Metro1)

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