Sobre a eleição da Mesa da Câmara de SAJ, vereador eleito Morão diz: “o que me chateia é essa questão de comprar, oferecer dinheiro”

Foto: Voz da Bahia

No programa Meio Dia e Meia desta segunda feira (30), na Live do Voz da Bahia, o vereador eleito Edivan de Jesus Santos, popular Morão (MDB) participou e falou ao apresentador Marcus Augusto Macedo sobre suas perspectivas como legislador já em 2021 e a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus. Acompanhe trechos da entrevista.

Marcus: Edivan de Jesus Santos, porque o apelido Morão?

Morão: O apelido de Morão é em homenagem a meu tio que não se faz mais presente aqui, mas era uma pessoa que me incentivava muito a jogar bola e eu joguei em diversas vezes aqui e no Bahia, no Vitoria, em Minas Gerais, no Atlético Mineiro e tenho um legado no futebol. Como eu era grande habilidoso, meu tio me deu esse apelido e pegou até hoje.

Marcus: Em seus santinhos, você postou a palavra “favela”, o que significa para você?

Morão: Diversas vezes familiares e amigos meus foram questionados que favela é lugar de ladrão e de traficante e não é assim que ocorre? Se você descer na periferia da favela você vai encontrar diversas pessoas boas, diversas pessoas capacitadas, então muita gente que interpreta a favela dessa maneira que só tem traficante, que só tem ladrão estão completamente erradas, porque não é. Favela é aquele povo que está depositando a confiança em mim, em ser seu porta-voz para eles. Há pessoas capacitadas na favela e agora essas pessoas precisam ser reconhecidas, então a gente usou essa palavra favela para reconhecer dessa maneira o nosso povo bom.

Marcus: O cantor Igor Kannário também usa a máxima de favela e de estar sendo apoiado pelo gueto. Se você Morão fosse se comparar com Kannário, o que vocês dois tem em comum, além óbvio, de serem políticos?

Morão: Há sim coisas parecidas. Ele também é um jovem que ganhou seu espaço e se ele está lá é porque ele tem algum mérito, mais Kannário também tem coisas que eu não apoio, mas infelizmente, eu não estou aqui para consertar o mundo. Eu não apoio violência, Kannário agride demais os policiais e tem coisas que eu não aceito. Mas olhando pelo outro lado, ele é também uma pessoa boa, ele tem um coração bacana, ele representa a favela de verdade, ele veio de lá. Kannário sente a dor do próximo, ele tem um legado.

Marcus: Você nos falou que um médico da cidade foi um dos apoiadores e colaboradores para você ser eleito na Câmara de Vereadores. Quem foi?

Morão: Dr. Euvaldo Rosa, para mim é uma pessoa excepcional. Ele tem um legado na minha família que se eu for falar, eu fico até arrepiado. Um dos pedidos que minha mãe fez foi que eu sendo eleito vereador, que eu nunca traísse Dr. Euvaldo, que eu o acompanhasse, então quando eu quero explicar as pessoas sobre essa presidência da Câmara as pessoas querem me tratar como um abacaxi e eu não tenho preço, não adianta. Eu tenho dentro do meu coração gratidão, e eu sou Dr. Euvaldo até o fim, vou e estarei com ele.

Marcus: A eleição da Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus, o que você já pensa, tem um nome para vir ser o seu escolhido?

Morão: Sobre essa presidência da Câmara se a gente não tiver a mente focada a gente cai, porque é muita coisa. Há coisas que me deixam muito chateado nessa questão de comprar, de ficar lhe oferecendo dinheiro, toda hora uma ligação, eu não sou dessas coisas, quanto mais ficar fazendo isso, mais me deixa muito chateado, porque eu acho que homem tem que ter opinião própria. É muita pressão, é muita coisa, tem gente até me seguindo, e eu já percebi duas vezes. E a favela vai vencer isso, eu tenho opinião própria. A gente não é fantoche, e nem fake news, a gente é realidade. Sim, sim; não, não palavra do crente, a gente não se corrompe.

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Reportagem: Voz da Bahia