Aumento do patrimônio dos candidatos à prefeito de Salvador varia de 3,5% a 665%

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O patrimônio dos candidatos à prefeitura de Salvador cresceu entre 3,5% e 665% nos últimos dois anos, conforme dados constantes no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira, 2. Houve ainda dois postulantes que informaram à Justiça Eleitoral uma diminuição patrimonial em relação a 2018.

A maior evolução patrimonial, conforme os dados desta sexta, seria de Celsinho Cotrim (Pros). Em 2018, quando concorreu ao Senado, ele informou bens no valor total de R$ 285 mil. Este ano, aparece um patrimônio de R$ 2,18 milhões, o que representa um aumento de 665%.

Consultado, Cotrim disse que houve um erro na sua declaração de Imposto de Renda, o que teria gerado uma declaração de bens errada à Justiça Eleitoral. “Em verificando esse erro, fora feita a retificação do Imposto de Renda junto à Receita Federal, e consequentemente pedimos a retificação de bens à Justiça Eleitoral”, afirmou.

No pedido de retificação, Cotrim informa possuir atualmente um patrimônio de R$ 374,6 mil, o que representaria um aumento de 31% em relação a 2018.

Já o patrimônio de Olívia Santana (PCdoB) cresceu 37% em dois anos, passando de R$ 411,4 mi para R$ 564,4 mil. A maior parte desse montante é referente a dois apartamentos: um no Rio Vermelho, no valor de R$ 400 mil, e outro na Federação, de R$ 125 mil.

Por meio de nota, a deputada estadual afirmou que o imóvel no Rio Vermelho é financiado pela Caixa Econômica Federal pelos próximos 15 anos e que o outro apartamento está à venda para “derrubar o saldo devedor do apartamento do Rio Vermelho”.

O vice-prefeito Bruno Reis (DEM) viu o valor total de seus bens aumentar 29,5% em quatro anos. A base de comparação do democrata foi maior, já que, ao contrário dos demais postulantes, ele não disputou a eleição de 2018. Em 2016, Bruno informou um patrimônio de R$ 719,3 mil. Esse montante passou para R$ 931,5 mil.

Confirmada a mudança no sistema do STE após a retificação de bens de Cotrim, Bruno passaria a ter o maior patrimônio declarado entre os postulantes ao Palácio Thomé de Souza.

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) disse que seus bens somam R$ 127,3 mil. O valor é 23,5% maior do que os R$ 103 mil informados há dois anos.

Já o candidato do Podemos, Bacelar, declarou patrimônio muito semelhante ao apresentado à Justiça Eleitoral em 2018. Segundo sua declaração atualizada, são R$ 427,8 mil em bens, dos quais R$ 180 mil em espécie. Há dois anos, o deputado federal disse que possuía R$ 413,3 mil. No período, a variação foi de 3,5%.

Dois candidatos à prefeitura relataram uma queda patrimonial nesses dois anos: o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) e o vereador Cezar Leite (PRTB).

Em 2018, quando se elegeu para a Câmara dos Deputados, Isidório disse à Justiça Eleitoral que seus bens totalizavam R$ 400,8 mil. Este ano, quando tenta a prefeitura da capital baiana pela segunda vez, afirmou que seu patrimônio é de R$ 258 mil, o que representa uma redução de 35%.

Por nota, Isidório reafirmou os dados encaminhados à Justiça Eleitoral, “como servidor público a serviço do povo bom e humilde da Bahia”. “Inclusive, considero-me rico, pois quem tem Jesus no coração experimenta a maior de todas as riquezas que é a paz de espírito! Vale ressaltar que a construção da Escola Técnica Profissionalizante Dr Jesus é financiada por nossa família, por acreditamos que abaixo de Deus só a educação tem condições de salvar essa Nação!”, disse.

Uma diminuição ainda maior foi relatada pelo candidato do PRTB. Em 2018, Cezar informou que tinha R$ 867 mil em bens. Para a disputa eleitoral deste ano, ele declarou R$ 504,3 mil, o que equivale a um patrimônio 42% menor do que há dois anos.

Novata em eleições, a Major Denice Santiago, candidata do PT, informou patrimônio total de R$ 525,2 mil. Quem tem o menor patrimônio declarado é o candidato do PCO, Rodrigo Pereira, de R$ 170 mil.

Os outros postulantes não se manifestaram até o fechamento da reportagem. (A Tarde)