Embora tenha visto com simpatia a renúncia do presidente Evo Morales na Bolívia, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi aconselhado por auxiliares e diplomatas a evitar abordar a crise sucessória no país vizinho durante a reunião dos Brics. A informação foi divulgada no jornal Folha de S. Paulo.
O encontro com chefes de estado da Rússia, Índia, China e África do Sul acontece nesta semana, nos dias 13 e 14 de novembro (quarta e quinta-feira), em Brasília. Auxiliares do governo apontam que defender a transição de poder na Bolívia pode abrir um flanco de desgaste principalmente com duas nações: Rússia e China.
Russos aliados de Evo usaram termos duros para se referir à saída do agora ex-presidente do cargo. O agora ex-presidente boliviano aponta ter sido alvo de “um golpe de Estado instrumentado”.
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Na contramão do que aponta o governo russo, por exemplo, o Itamaraty adotou uma postura contrária, apontando que Evo protagonizou uma “fraude eleitoral maciça”. “Não há nenhum golpe na Bolívia”, escreveu o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. “O Brasil apoiará transição democrática e constitucional. Narrativa de golpe só serve para incitar violência”, acrescentou.
(Metro1)





