SAJ: Promotor questiona a resistência do Atakarejo em se instalar no terreno doado por Ditinho na BA-046

Promotor de Justiça, Dr. Julimar Barreto / Foto: Voz da Bahia

Após a reunião com os representantes do Atakadão Atakarejo na Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus, em uma sessão especial na manhã desta sexta-feira (23), o MP (Ministério Público) esteve presente na figura do promotor de Justiça, Dr. Julimar Barreto. Nesta entrevista ao Voz da Bahia, o mesmo questiona o por que proprietário do empreendimento resiste em só optar pela Avenida Ursicino Queiroz.

De acordo com o promotor, o mesmo não entende o porquê do representante do Atakarejo resistir à instalação do empreendimento fora do perímetro urbano, “vai ser o eixo vindo da ponte Salvador-Itaparica, um local privilegiadíssimo. Nós não entendemos a princípio, o porque a resistência do Atakarejo se estabelecer naquele local (BA-046, terreno de 10 mil m² oferecido por Benedito de Souza Lemos Filho, popular Ditinho) – [relembre aqui] terreno doado pelo empresário e que vai evitar uma série de problemas na instalação do empreendimento aqui no Centro da cidade, junto de residências, da Clínica da Unimed, causando poluição sonora para uma unidade de saúde, junto a um condomínio residencial. Isso poderia ser evitado se o representante aceitasse gratuitamente esse terreno às margens de uma rodovia, onde está crescendo a cidade para o lado de lá. Não entendemos o porque a resistência, e o representante não respondeu essa indagação”, questionou.

Dr. Julimar, colocou o posicionamento do MP sobre o caso, “o MP (Ministério Público) através da promotoria, tem a atribuição de zelar pela questão do urbanismo no município, envolve a locomoção, facilidade, leis municipais. Isso é um empreendimento que vai trazer grandes impactos para toda a sociedade. Imagine um cidadão que vem de outra cidade e se dirige ao Incar, e chega às Americanas e está tudo bloqueado por um empreendimento mal planejado. O Atakarejo fez o pedido, a secretaria de infraestrutura analisou e viu várias inconsistências e falhas, o ConCidades averiguou e indeferiu, devolveu para eles refazerem. Tem vários erros graves, inclusive o estudo de trânsito e mobilidade que eles fizeram foi em um dia de quinta-feira de carnaval, quando a cidade estava vazia e com pouco movimento. Totalmente inconsistente”, pontuou.

Após ser questionado sobre interesses políticos na decisão da instalação do Atakarejo, o magistrado explanou ser contra qualquer tipo de distorção por interesses pessoais e econômicos. Além disto, falou sobre a possibilidade de judicialização do processo na instalação do mercado no Centro, “nós não nos metemos em política, agimos tecnicamente. A política é benéfica de forma correta, mas a politicagem é para distorcer e favorecer interesses econômicos, isso o MP é contra. Recebi uma representação tanto do condomínio, quanto da Unimed, preocupados com os impactos negativos que esse empreendimento pode provocar no Centro da cidade. Como poluição sonora, estacionamento, locomoção, mobilidade. Isso é obrigação do MP instruir esse inquérito, via prefeitura ou ConCidade, para no final optar por judicializar a ação a favor da sociedade se necessário for”, confessou.

SOBRE A INSTALAÇÃO DE UM SHOPPING COMO PROPÔS O PREFEITO:

O prefeito de Santo Antônio de Jesus, Genival Deolino (PSDB) explanou ao Voz da Bahia, que ao invés do Atakarejo na área da Avenida Ursicino Queiroz, aquele espaço poderia servir para construção de um ‘shopping’ (relembre aqui), sobre está possibilidade, o promotor se esquivou de uma resposta: “eu não tenho opinião formada, precisa de um estudo técnico para avaliar isso”, concluiu.

Reportagem: Voz da Bahia