Uberdan aponta que o presidente da Câmara está lutando contra o povo de S. A. de Jesus com o que ele denomina de ‘Projeto Escravidão’: “é uma excrescência”

Foto: Voz da Bahia

O vereador Uberdan Cardoso (PT) pediu vistas ao projeto de Lei n.º 059/2021 que ele o denominou de ‘projeto escravidão‘, durante a sessão da Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus realizada nesta segunda-feira (23). A lei visa autorizar a abertura dos estabelecimentos aos domingos e feriados em qualquer horário.

Inicialmente, o edil usou do grande expediente para batizar a lei de: “Projeto da Escravidão”, considerando o aumento da carga horária para os funcionários de comércio, principalmente de supermercados. Além disto, Cardoso ainda expôs que o presidente da Câmara de Vereadores, Francisco Damasceno, o Chico de Dega (DEM) e outros vereadores estão trabalhando contra o povo, “gostaria de pedir vistas ao ‘projeto escravidão‘. O prefeito e os empresários que mandam na prefeitura não tiveram coragem de mandar para cá, o presidente tanto tem coragem que virou armadura deles e trouxe um bocado de pessoas para lotar a Câmara e mostrar a sociedade quem está contra o trabalhador. Os empresários chamaram vocês todos em uma reunião secreta para dizer o que tinha o que fazer. Os vereadores dos empresários que estão contra o povo”, revelou.

Uberdan continuou explicando o projeto, mas pontuou às articulações de políticos trabalhando a benefício de um grupo de empresários, “o plano foi aprovado em 2008, colocando todo mundo para trabalhar domingo até altas horas, porque são os donos da prefeitura que bancaram a candidatura do prefeito, e os chamam para falar: ‘blinda a gente lá‘. Aí vocês vêm e trazem uma excrecência, uma imoralidade dessas. Ninguém aqui trabalha domingo de tarde no comércio, nenhum vereador aqui sai de supermercado 22h. É muito cômodo chegar aqui e agradar um grupo de empresários que conseguiu barrar a vinda do Atakarejo para não dar 700 empregos, é esse mesmo grupinho que manda na prefeitura. Tem vereador que fica como marionete, manipulado por um pequeno grupo empresarial que manda na Câmara e na Prefeitura. Agora, assinar um projeto desse? Envergonhado, escravizando os trabalhadores, só porque por trás tem medo de quem bancou a campanha do prefeito e hoje estão garantindo emprego para alguns, isso é inaceitável”, discorreu.

Redação: Voz da Bahia