Zona de… conforto! Em casa, Vitória goleia o Brasil-RS por 3×0

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Lucas Cândido comemora o primeiro gol com Léo Gomes (Foto: Tiago Caldas/Correio)

A zona de rebaixamento é uma realidade cada vez mais distante do Vitória. Nesta terça-feira (5), o rubro-negro fez o seu antepenúltimo jogo em casa do ano e aplicou 3×0 no Brasil de Pelotas. Mesmo com quatro desfalques, o rubro-negro foi eficiente, somou mais três pontos e respira cada vez mais aliviado. Dois defensores abriram o caminho do triunfo: o volante Lucas Cândido e o zagueiro Everton Sena, autores dos dois primeiros gols.

Substituindo Wesley e deixando pelo caminho o camisa 10 do time, Felipe Gedoz, Eron marcou o terceiro aproveitando bobeira da zaga gaúcha. Foi o primeiro gol do atacante de 21 anos como profissional. O resultado foi o mais folgado do Vitória em toda Série B. Em nenhuma das outras 32 rodadas que disputou o rubro-negro conseguiu vencer por três gols de vantagem. A contagem regressiva está mais folgada: com 15 pontos para disputar, basta somar mais cinco para que o risco de rebaixamento vá embora. 

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O jogo

Geninho teve muitos desfalques para escalar o time do Vitória. Jonathan Bocão, Wesley e Chiquinho não foram relacionados por lesão. O lateral, inclusive, nem joga mais neste ano por conta de um problema no menisco. Além dos três, Jordy Caicedo foi outro que ficou de fora, mas por suspensão.

O treinador do Vitória escolheu Van, Rodrigo Andrade, Eron e Anselmo Ramon para substituí-los. E logo no início do jogo, uma parte dos eleitos deu um bom sinal: Rodrigo Andrade rolou para Anselmo Ramon, que deu uma bela deixadinha, de letra, para Felipe Garcia. Mas o camisa 7 chutou torto. 

O Vitória seguiu em cima e, aos 5 minutos, Lucas Cândido aproveitou uma trapalhada coletiva na defesa do Brasil de Pelotas e chutou com perigo. Os visitantes decidiram contrariar as expectativas de Geninho, que afirmou esperar um time mais fechado no Barradão, e deram um belo contragolpe no lance seguinte. Murilo Rangel escorou para Guilherme Queiroz bater tirando tinta do gol de Martín.

Rodrigo Andrade era o nome do Vitória pelo lado direito. No primeiro tempo, o volante buscava espaços e fazia um papel de articulador por aquele lado. Quando via uma brechinha, até pisava na área, como fez aos 12 minutos. Ele deu um corte em Willian Formiga e foi derrubado – a arbitragem mandou seguir. Houve muita reclamação por parte dos jogadores do Vitória.

Depois disso, o jogo esfriou. O Vitória se tornou muito dependente das bolas paradas de Thiago Carleto. Em dois lances, tentou cobrar de longe, só que foi em vão. Numa cobrança de escanteio, tirou suspiros por arriscar um gol olímpico. Já com 40 minutos, decidiu jogar na área, a bola sobrou para Ramon e o camisa 40 chutou para fora. 

Isolado, Anselmo Ramon quase não participou do jogo. Não havia chegado nenhuma bola para o camisa 9 e sabe o que ele fez? Saiu da área para tabelar com Eron e receber de volta na direita. Levantou a cabeça e cruzou na medida para Lucas Cândido abrir o placar antes que o juiz acabasse a primeira etapa. Alívio no Barradão.

Segundo tempo

O Vitória voltou do vestiário mais ligado que seu visitante. Prova disso é que antes do primeiro minuto Ricardo Luz dominou a bola de forma vergonhosa, dando uma canelada que fez a pelota escapar para a lateral.

Os comandados de Geninho estavam acesos e dispostos a abocanhar um gol logo que aparecesse uma oportunidade. E as bolas paradas de Carleto são o grande suspiro criativo do rubro-negro. O lateral colocou a bola na área naqueles cruzamentos que só esperam um desvio. E ele veio. Capitão do time, Everton Sena riscou a bola de cabeça e aumentou a vantagem. Se o primeiro grito de gol soou como alívio, este segundo estava afinado com tons de alegria.

O sentimento foi reforçado aos 30 minutos do segundo tempo. Anselmo Ramon voltou a ser importante na hora de pavimentar o caminho do gol. Ele pressionou a defesa, que saiu mal dando tempo para Eron dar um novo combate, tomar a bola e tocar com categoria na saída do goleiro. Foi um lance que quem o acompanhou nas categorias de base se acostumou a ver. O garoto marcou e se jogou no chão, ao lado do escudo do Vitória, emocionado.

A distância para a zona de rebaixamento cresceu para seis pontos. O próximo compromisso do Vitória é contra o Paraná, em Curitiba, já na próxima sexta-feira (7). Depois disso, o time de Geninho volta para Salvador, onde enfrenta o CRB, no Barradão.

Ficha técnica

Campeonato Brasileiro | Série B | 33ª rodada
VITÓRIA 3×0 BRASIL DE PELOTAS

Estádio: Barradão, em Salvador (BA);
Vitória: Martin Rodríguez, Van, Everton Sena, Ramon e Thiago Carleto; Rodrigo Andrade (Baraka), Léo Gomes (Romisson) e Lucas Cândido; Felipe Garcia, Eron e Anselmo Ramon (Felipe Gedoz). Técnico: Geninho;
Brasil de Pelotas: Carlos Eduardo, Ricardo Luz, Bruno Aguiar,  Nirley e Willian Formiga; Leandro Leite (Pereira) e Carlos Jatobá; Murilo Rangel (Washington), Ari Moura e Juba (Cristian); Guilherme Queiroz. Técnico: Bolívar;
Gols: Lucas Cândido, Éverton Sena | Nirley
Cartões amarelos: Éverton Sena, Van e Eron
Arbitragem: Gilberto Rodrigues Castro Júnior, auxiliado por Clóvis Amaral da Silva e Ricardo Bezerra Chianca (trio de pernambuco);
Público: | Renda:

*com supervisão do subeditor Miro Palma – Correio 24h

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