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Aliados de Lula e centrão querem deixar negociação sobre emendas de relator para 2023
Aliados do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e parlamentares do centrão avaliam que discussões sobre mudanças nas regras de distribuição das emendas de relator no Congresso devem ser adiadas para 2023.
Depois da filiação ao PL no fim do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro se debruça sobre a escolha de um candidato a vice-presidente. Com potencial para desagradar às agremiações aliadas, o presidente chamou para si o poder de decisão no caso e quer dar a palavra final. Nas últimas semanas, Bolsonaro voltou a falar em reeditar a presença de um general de quatro estrelas para compor a chapa.
O Partido Liberal (PL), uma das principais legendas do centrão, afirmou nesta terça-feira que o presidente Jair Bolsonaro se filiará ao partido no próximo dia 30. O anúncio foi feito após uma reunião entre Bolsonaro e o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, no Palácio do Planalto.
Com a sua filiação praticamente acertada ao PL de Valdemar da Costa Neto, o presidente Jair Bolsonaro tentou nesta terça-feira (9) rebater eventuais críticas à sua ida para um partido do centrão —grupo de partidos ao qual o mandatário pertenceu por mais de 20 anos, mas ganhou a eleição em 2018 com um discurso contrário.
Os mais de 300 mil mortos por Covid-19 e a crise na economia levaram os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a se alinhar com grandes empresários, representantes de bancos e do mercado financeiro para intervir nos rumos do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).
Maria do Socorro Marques, mulher do desembargador Kassio Nunes Marques, foi nomeada nesta quinta-feira, 1º, para um cargo comissionado na Quarta-Secretaria do Senado, atualmente comandada pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). A nomeação ocorreu no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro confirmou a indicação de Kassio Marques para a vaga de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal.
Após a aproximação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o centrão vem conseguindo cargos no governo federal. Inclusive na área cultural. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal o Globo.
Com a entrega de cargos importantes no governo, líderes dos principais partidos do Centrão garantem que o presidente Jair Bolsonaro vai ter blindagem política se ele precisar de apoio para sobreviver politicamente no Congresso em um eventual processo. No entanto, a situação é diferente em relação ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com o blog da jornalista Andréia Sadi, os mesmo líderes garantem que ficarão com o Judiciário.
O vice-governador da Bahia e presidente do PP no estado, João Leão, aconselhou a sigla a não fazer parte do acordo que partidos do Centrão estão costurando com o presidente Jair Bolsonaro. De acordo com informações que circulam nos bastidores da política em Brasília, o bloco, do qual o PP faz parte, negocia cargos e ministérios com Bolsonaro, em troca de apoio a ele em um eventual processo de impeachment no Câmara dos Deputados.
Com mais de 1,5 milhão de seguidores no Facebook, o Movimento Avança Brasil é um dos grupos que estarão à frente dos atos previstos para este domingo, 26, em defesa do presidente Jair Bolsonaro. Seus integrantes prometem sair às ruas para defender, por exemplo, a reforma da Previdência e a aprovação do pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Um outro “alvo”, porém, não será esquecido: o Centrão. “A gente aproveita para fazer um repúdio ao comportamento de bloqueio do Centrão, que está atrapalhando as reformas necessárias”, disse o presidente do Avança Brasil, Eduardo Platon, para quem políticos do bloco



