Centenas de elefantes encontrados misteriosamente mortos em Botsuana, na região do delta do rio Okavango, foram vítimas de uma cianobactéria produtora de neurotoxinas, revelou o governo nesta segunda-feira (21).
“As mortes ocorreram por envenenamento devido a uma cianobactéria que se desenvolveu em pontos de água”, disse Mmadi Reuben, veterinária do Ministério da Vida Selvagem e Parques Nacionais.
Localizado entre Zâmbia, Namíbia e África do Sul, sem litoral marítimo, Botsuana abriga cerca de 130 mil elefantes em liberdade, ou seja, um terço da população africana conhecida desses paquidermes.
- Milei chama Lula de “ladrão e corrupto” e aumenta tensão diplomática entre Brasil e Argentina
- Ultramaratonista brasileira tenta percorrer quase 900 km em esteira para quebrar recorde mundial
- Bilionário Joshua Kushner, que tentou comprar fatia da Fifa, fez fortuna com investimentos em inteligência artificial
Mais de 300 elefantes foram encontrados mortos desde março.
A hipótese da caça furtiva foi descartada, já que os animais foram encontrados com as presas intactas. O antraz (ou doença do carbúnculo) também foi descartado.
As mortes de paquidermes pararam no final de junho, coincidindo com o esgotamento desses pontos de água, afirmou Reuben.
Os exames de sangue confirmaram que uma cianobactéria, produtora de neurotoxinas, foi a causa desta alta mortalidade.
Esses exames foram feitos em laboratórios especializados da África do Sul, Zimbábue e Canadá. A investigação sobre a cianobactéria continua, disse o governo do país africano. (G1)





