Foto: Voz da Bahia
O chefe da 11ª CIRETRAN (Circunscrição Regional de Trânsito) de Santo Antônio de Jesus, Luciano Moura, conhecido como Luciano Cuiuba, em entrevista ao Voz da Bahia na live desta quarta-feira (09), tirou diversas dúvidas a respeito da placa Mercosul, e que este novo modelo está sendo implantada nos veículos do Brasil. Entre essas questões o mesmo esclareceu ainda que há casos que se deve usar imediatamente a placa. Cuiuba explica também se já tem estampadoras habilitadas em Santo Antônio de Jesus.
Placa Mercosul: O chefe da CIRETRAN começou a elucidar o que é a nova placa Mercosul. Luciano diz que é o novo padrão de identificação para veículos no Brasil, “resultado de um acordo firmado, em 2014, entre os países integrantes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que atualmente é formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O objetivo da adoção da nova placa é padronizar e facilitar a identificação dos veículos nos países-membros do Mercosul e garantir mais segurança contra falsificações e fraudes. Esse novo modelo já é utilizado na Argentina e no Uruguai.”, falou.
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Segurança: Luciano assegurou que as novas placas trarão muito mais segurança para os usuários, dificultando, por exemplo, a clonagem, crime muito comum no Brasil, “é um padrão que renova muito e deixa de ter aquele mercado paralelo de placas. É um padrão que vem para poder trazer benefícios para o usuário como o benefício de não ter suas placas clonadas, tem vários itens de segurança, futuramente poderão ser instalados chips nelas. É um padrão muito avançado, não precisa de lacres, tem imagens e símbolos”, assegurou. Ele também informou que esse modelo de emplacamento é muito mais moderno em comparação ao que vinha sendo utilizado, “com essas placas Mercosul a gente fica dentro do padrão europeu, que é um padrão mais moderno, e mais seguro. O que acontece é que só em ela ter optado por não usar o lacre representa que ela tem vários níveis de segurança, como a parte holográfica dela, a parte em relevo nos brasões e essas máquinas são novas que estão sendo distribuídas agora”, explicou. As placas cinza seriam mais fáceis de confeccionar, segundo o coordenador, e isso facilitava a fabricação ilegal da mesma, “se você quisesse comprar uma placa daquela, precisa de autorização, mas se pudesse ser vendido sem autorização era só chegar ali e falar ’faz uma placa aí, e me dar um número qualquer’; essas placas antigas não eram bipadas quem quisesse comprar era só utilizar o mercado negro. Com a placa Mercosul é impossível isso nesse momento”, disse.

Motos: O coordenador da CIRETRAN reiterou que as motos terão o mesmo padrão de carros, “todo que a gente estiver falando sobre a placa Mercosul não se incluí apenas aos veículos automotores, mas também aos ciclomotores, ou seja, as motos também”, esclareceu.
Emplacamento das novas em Santo Antônio de Jesus: O Coordenador do CIRETRAN esclareceu porque Santo Antônio de Jesus anda não estar confeccionando as novas placas. Segundo ele as estampadoras da cidade estão aguardando o credenciamento do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), “nós temos seis ou sete estampadoras na cidade e nenhuma delas ainda estar credenciada junto ao Denatran e ao DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito) para poderem estampar essas placas Mercosul. Todas já deram entrada, mas infelizmente os credenciamentos ainda não saíram por burocracia do Denatran em Brasília”, comentou. Mesmo sem confeccionar as placas, as outras etapas do serviço de emplacamento estão sendo cumpridas normalmente em Santo Antônio de Jesus, conforme confirmou o chefe da Circunscrição Regional de Trânsito, “todo o serviço do CIRETRAN em relação à placa Mercosul está sendo feito desde o primeiro dia útil do ano, porque isso é tudo através do sistema. O DETRAN mudou o nosso sistema desde 28 de dezembro de 2018. A dificuldade que o cidadão encontra na nossa região é de comprar a sua placa porque as estampadoras da cidade ainda não estão estampando. A pessoa que adquiriu um veículo 0 km, vem dá toda entrada no processo e vai gerar uma documentação e nós vamos passar para o proprietário fazer a placa. Aí o usuário tem que ir fazer a sua placa em Feira, Coité, Serrinha, ou em Salvador, pois como já disse as estampadoras aqui ainda não estão autorizadas, e após isso, voltar com a nota fiscal dessa placa para apresentar ao setor a nota fiscal da placa e a gente faz a entrega da documentação dele, o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) e o DUT (Documento Único de Transferência)”, pontuou.

Quanto custa a nova placa Mercosul? “A placa Mercosul estaria custando pouco mais que R$ 280,00”, segundo Cuiuba revelou ao Voz da Bahia, que esclareceu que o valor a principio pode assustar, mais é equivalente às placas cinza, “na última informação que tivemos de um usuário que foi a Feira de Santana custou R$ 280,00. Ela é um pouco mais cara, mas se você fizer a junção da antiga placa e o selo, essa nova fica basicamente igual”. Ele também explicou que as placas não terão nome de cidade, “mas apenas a bandeira do brasão e um brasão, é só o brasão e a bandeira do Brasil”, expôs.
Casos obrigatórios para o uso da nova placa: Atualmente apenas alguns casos são obrigatórios o uso da placa Mercosul, são eles: carros novos, veículos que passaram por transferência de proprietário, veículos que passaram por mudança de município, veículos que trocaram de categoria (um táxi que vira um carro de passeio, por exemplo), veículos cuja placa atual não foi aprovada em vistoria e/ou está ilegível ou danificada, mas, no entanto caso algum motorista tenha interesse em trocar a placa voluntariamente não há problema, “se o usuário quiser ter no seu veículo já o padrão novo de placa, ele pode procurar o DETRAN para fazer o tramite de mudança e comprar a placa. Eu aconselho as pessoas da cidade que queiram aguardar as estamparias do município de Santo Antônio de Jesus estar fazendo essa mudança para não terem esse incomodo de ir a outra cidade”, concluiu.
Reportagem: Voz da Bahia





