O médium João de Deus, réu em dois processos na Justiça por crimes sexuais, saiu da prisão, nesta quinta-feira (17), para fazer exame de endoscopia em uma clínica de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), ele retornou ao Complexo Prisional antes do fim da manhã e está “em bom estado clínico”. O procedimento, segundo a defesa do médium, havia sido solicitado no último dia 3 de janeiro. Na segunda-feira (14), o advogado Alberto Toron fez novo pedido à Justiça, dizendo que o objetivo do procedimento é diagnosticar uma possível “hemorragia gástrica”. Até a última atualização desta reportagem, a defesa ainda não havia divulgado o resultado do exame. João de Deus está preso há 32 dias no Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Na quarta-feira (16), a juíza Rosângela Rodrigues Santos, da comarca de Abadiânia, em Goiás, aceitou a segunda denúncia por crimes sexuais contra o médium, que sempre negou os crimes.
João de Deus fez exames por volta das 9h manhã desta quinta-feira no Instituto de Endoscopia, Cirurgia e Gastroenterologia, em Aparecida de Goiânia. A DGAP infomrou que às 10h15 ele já havia retornado ao Núcleo de Custódia, “em bom estado clínico”. Na quarta-feira, a DGAP informou que os médicos avaliaram que João de Deus está bem e não precisa mais do monitoramento diário, que estava sendo feito desde que o investigado passou mal no último dia 2 de janeiro.
A nota divulgada pela DGAP detalha que João de Deus tem situação estável, “encontra-se em bom estado clínico, consciente, calmo, com funções fisiológicas preservadas, respiração normal e com uso adequado das medicações prescritas”. O boletim informa ainda que ele “não necessita mais acompanhamento médico diário”.
A Diretoria-Geral informou também que “o sentenciado será amparado em quaisquer casos de urgência e emergência, se necessário”.
A unidade de saúde informou, por meio de nota, que “todos os exames solicitados durante o atendimento do paciente João Teixeira de Faria, nesta unidade de saúde, foram realizados e avaliados antes da alta hospitalar”.
A defesa segue tentando a transferência dele para prisão domiciliar ou soltura. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) negou o habeas corpus ao médium na terça-feira (15). Há outro pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que foi negado em caráter liminar, mas ainda não foi julgado. (G1)





