Após reunião do MP (Ministério Público), na pessoa do promotor Julimar Barreto com os prefeitos da região no Hospital Luiz Argolo, Santa Casa de Santo Antônio de Jesus, com seu corpo de diretores, (veja aqui), o prefeito do município Rogério Andrade (PSD) em uma entrevista coletiva falou sobre a decisão tomada e pontuou algumas tratativas. Durante a reunião ficou definido através de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) valores para os gestores pagarem na relação de atendimentos dos 23 municípios que buscam os serviços de parto no hospital.
De R$ 80 mil para R$ 150 mil em 2 meses: O prefeito de Santo Antônio de Jesus informou que tal atitude é de extrema seriedade para a Santa Casa. “É importante essa iniciativa, Santo Antônio de Jesus já colabora com a Santa Casa; foi um compromisso que eu fiz antes mesmo de assumir a prefeitura no governo do ex-prefeito Euvaldo Rosa (PSB) no qual se celebrou um convênio de R$ 40 mil reais por mês e ano passado celebrou-se um convênio de R$ 80 mil reais”, esclareceu. Ainda sobre esse TAC, Rogério elucida que a prefeitura irá cumprir com o que foi acordado mediante comprometimento das demais prefeituras. “Foi uma decisão nossa de aportar nos meses de fevereiro e março até R$ 150 mil desde que os 22 prefeitos assinem o TAC; se os prefeitos assinam Santo Antônio irá repassar esse valor, caso eles não assinem iremos repassar os R$ 80 mil como foi comprometido”, explica.
Rateio entre os municípios: Sobre a contribuição demandada pelo MP (Ministério Público) dos 22 municípios, Rogério fala que o rateio foi feito de forma proporcional e ratifica que a mudança do convênio feito pela prefeitura de R$ 80 mil em medicamentos para valor em espécie (relembre aqui) facilitou a prestação de contas, “acertamos que esses R$ 80 mil eram para pagar os médicos e a prestação de contas vai ser até mais simples fazer, pois é só o comprovante do pagamento dos médicos”, diz. Questionado pelo Voz da Bahia sobre a quantidade pequena de prefeitos na reunião da Santa Casa, dos 23, apenas 6 compareceram, Andrade diz não temer a ausência da maioria e explica que é confortável para os municípios acatar o que foi acertado com o MP, “eu acredito que muitos apareceram e contribuíram com a Santa Casa de Misericórdia, até porque não interessa a nenhum prefeito levar uma gestante para outros hospitais muito mais distantes, porque isso vai representar um custo muito maior para o município do que colaborar com que vimos ali naquela planilha que ainda não é definitiva, mas dar para ter uma noção” relata.
Déficit da Santa Casa: De acordo com o prefeito Rogério Andrade, o TAC compromissado entre Santo Antônio de Jesus e os 22 municípios não garante a quitação do déficit no qual há nas contas da Santa Casa, (saiba mais aqui), mas acredita que seja uma forma de mantê-lo servindo a população, “talvez não seja o modelo mais adequado, mas é um caminho que Santo Antônio de Jesus topou para ajudar e vem ajudando”, salientou. A respeito do valor que a prefeitura se comprometeu a repassar ao hospital, Rogerio afirma que o município tem capacidade de tal investimento devido a ajustes e economias. (Reportagem: Voz da Bahia)
Assista a entrevista abaixo:





