Foto: Voz da Bahia
Deixando o comando do 14º BPM (Batalhão de Polícia Militar) em Santo Antônio de Jesus, o Tenente-Coronel Jader Martins, afirmou em entrevista coletiva na cerimônia de troca de comando nesta última segunda-feira (12) (clique e veja), sobre como deixou o município, em aspectos de segurança pública, no qual considerou a situação ‘tranquila’ para a comunidade, “existem muitos sonhos que poderiam ser concretizados ao longo do tempo, mas saio feliz. Precisamos entender que não há condições de fazer tudo, mas vamos sempre contribuir para a construção. Colocamos um tijolo hoje, vem um companheiro e coloca um amanhã e assim a gente segue a caminhada. É necessário cuidar das pessoas, não podemos nos calar ao ver injustiças, crianças entrando no mundo do crime, mas estamos deixando a cidade numa condição tranquila”, proferiu.
O tenente-coronel comentou também sobre o efetivo do 14º BPM e sobre o novo comandante, o Tenente-Coronel Sá Pacheco, “aqui tem uma tropa espetacular, de gente comprometida e politizada. Está ganhando prêmios de desempenho todo ano, o que significa dizer que precisamos apenas de um apoio maior da sociedade organizada. O Pacheco é um oficial que vem comandar com uma experiência muito grande não só na área de polícia comunitária, mas também da área sistêmica da corporação. De Santo Antônio de Jesus eu levo muitas saudades, a emoção é muito forte porque fizemos amigos, mas ao longo da caminhada coisas boas virão para a cidade”, declarou.
O ex-comandante do 14º BPM ainda voltou a comentar sobre um dos temas que posicionados em durante seu trabalho em Santo Antônio de Jesus: “Vidas negras importam” (veja aqui), no qual expressava experiências pesadas de ter policiais negros combatendo homens negros que são aliciados a criminalidade, devido à falta de oportunidades para o negro e pobre, ocasionada pela descriminação racial, “vidas negras tem uma importância muito grande, ao longo do tempo temos visto grandes números de mortes de pessoas negras envolvidas com o crime. O que está faltando? Será que não tem políticas públicas nos bairros periféricos das cidades que possam melhorar esta situação, para deixarmos de ver mortes todos os dias? Não dá mais para aceitar isto, é necessário que alguém se levante e comece a considerar, porque temos condições de mudar. A Polícia Militar é a instituição que mais pode falar sobre educação, pois em todos os municípios da Bahia, os melhores colégios são da Polícia Militar”, concluiu.
Reportagem: Voz da Bahia


