Foto: Voz da Bahia
O Delegado da 4ª Coorpin (Coordenadoria de Polícia do Interior) de Santo Antônio de Jesus, Dr. Orlando Corsino, falou na última sexta-feira (22) na live do Voz da Bahia às 12h30 a respeito das condições de trabalho em que atua a Polícia na cidade e os tiros contra a delegacia.
Dificuldades encontradas na 4ª Coorpin: Segundo o delegado, as condições que se encontram o distrito da Polícia Civil são um reflexo da situação da instituição também em outros Estados, e que a dificuldade está nas condições de trabalho, “isso já é uma realidade nacional, elas vem sendo deixadas em um plano subsidiário, é uma deficiência histórica, não é uma deficiência pontual e a gente evidentemente sofre com as consequências, mas é a dificuldade que a maioria das Polícia Civil do Brasil enfrentam, que é o baixo efetivo, as condições de trabalho, nossa dificuldade não é só salarial. A gente se esforça, mas é uma realidade difícil”, contou. Outro ponto comentado por Corsino é que também reflete a atual situação sistema carcerário no Brasil é as diversas vezes em que presos ficam por mais tempo que deveriam na delegacia, espaço que deveria ser apenas para custodia, “ a delegacia, assim, em linhas gerais serve em tese como para receber os presos provisoriamente até o dia de custodia e posteriormente encaminhados ao presidio, mas aqui na Delegacia, o pessoal da custodia não tem conseguido manter um índice baixo de presos até porque a nossa custodia aqui já foi, inclusive, interditada, não era pra ter ninguém ali, mas os crimes acontecem e as pessoas são presas, então você tem que bota-las em algum lugar, mas com muita dificuldade a gente tem conseguido resolver”, relatou.
Ataque contra a instituição: Dr. Orlando também comentou a respeito do ataque sofrido a sede da 4ª Coorpin na última quarta-feira (20) (veja aqui), classificando como um ato gravíssimo, que atingiu não só a polícia em si, mas toda a sociedade, “foi um fato gravíssimo, porque nós somos trabalhadores, mas além disso, é um risco ao Estado brasileiro, porque você atentas contra uma instituição você está afrontando o próprio Estado. Se esses elementos, essas pessoas soubessem, tivessem noção da profundidade do que eles fizeram, com certeza, eu acho que não teria ocorrido. Quando você afronta uma instituição, está afrontando toda a sociedade”, disse. Ainda falando a respeito do atentado, o delegado assegurou que todas as pistas estão sendo estudadas, e que há um empenho muito grande em identificar os autores dos tiros contra a 4ª Coorpin, “todas as informações que a gente teve acesso não são descartadas, estamos todos empenhados, estamos todos empenhados, e não é só a Polícia Civil que está empenhado, várias instituições tem noção dessa gravidade”, disse.
Drogas: Ao citar o tráfico onde drogas como principal motivo dos homicídios e roubos na cidade, o delegado pediu a colaboração da sociedade, uma vez que quem se utiliza do tráfico o ajuda a manter ativo, “é importante colocar que tráfico de drogas é um problema da sociedade, como qualquer comércio. Se tem quem consome eles vão ser abastecidos com dinheiro, com armas com drogas, com disputa por espaço, é uma consequência lógica do sistema”, pontuou.
Reportagem: Voz da Bahia





