O “Fantástico” exibido no domingo (20) abordou um assunto pouco conhecido, mas que chegou até Hollywood como filme de sucesso: o transtorno dissociativo de identidade (TDI).
O TDI é uma condição psiquiátrica severa em que uma pessoa apresenta diversas identidades com vozes diferentes, comportamentos destoantes, mudança de personalidade e até idade.
A condição foi explorada no filme “Fragmentado”, de 2016, onde o ator James McAvoy vive um personagem com o TDI. Entre as personalidades que se apresentam nele estão uma mulher e uma criança.
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O programa entrevistou Giovanna Blasi, que mostrou pelos menos três diferentes identidades, uma delas, a Dandara, foi contra a gravação da entrevista: “Eu fui totalmente contra ela se expor, mas eu entendo o propósito dela”.
O TDI aparece, em geral, antes dos seis anos de idade, após algum trauma como abusos, negligência ou morte, por exemplo. A “quebra” da identidade é como um escape para a sobrevivência.
“Quando aparece outra personalidade, aquela que sofreu o trauma, não está mais lá. É outra pessoa que assume o lugar”, explicou Bruna Bartorelli, chefe do Ambulatório de Transtornos Somáticos do IPq-HCFMUSP.
“O senso do eu, da identidade, do selfie se fragmenta. Para proteção do trauma. (…) Então, em tese, é uma espécie de mecanismo de sobrevivência, um mecanismo de defesa, né?”, finalizou Fernanda Sassi, psiquiatra do Ambulatório dos Transtornos de Personalidade e do Impulso do IPq-HCFMUSP.
(iBahia)







