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Um advogado que colaborou com a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, teve apreendidas, em seu apartamento, uma caixa com maconha e cocaína, além de uma credencial da função durante uma operação da Polícia Federal que investigava uma quadrilha por sonegação, fraude e lavagem de dinheiro, segundo informou ontem (24) o jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a reportagem, Thiago Taborda Simões foi alvo da operação Chiaroscuro, que apurava um possível prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres públicos. Empresas interessadas na sonegação de impostos simulavam venda de produtos e serviços ou, ainda, realizavam pagamentos, emitindo, em seguida, notas fiscais sobre transações fictícias. O advogado se tornou investigado por ter indicado um cliente para um escritório de advocacia suspeito de participar do esquema junto a empresas e laranjas. Ele teria recebido comissão pela indicação. Apesar de não ser integrante oficial da equipe de transição de governo, Simões participou de reuniões com a equipe de Paulo Guedes. Por meio de nota, ele disse que “nunca fez parte da equipe de transição do governo Bolsonaro”, e que a credencial é “uma carteira de identificação expedida pelo Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) de Brasília porque participou de duas reuniões, mas meramente como especialista convidado — sua contribuição foi apenas consultiva”. (Metro 1)





