Ludmila Reis, superintendente da Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus, em entrevista ao Voz da Bahia, fala sobre a atual situação dificil que vêm atravessando a unidade histórica de saúde da cidade e região. Após declarações sobre problemas financeiros da Santa Casa, (veja aqui) a população está amedrontada que a mesma venha a fechar as portas. A superintendente esclarece que isso não vem a acontecer, “peço que a população se acalme, pois não é um de alarde, mesmo a Santa Casa vivendo um momento delicado, estou vendo que a repercussão dessas notícias que vem saindo sobre as negociações entre o MP (Ministério Público), Conselho de Saúde e a Instituição está preocupando a população, principalmente as mulheres, pois é uma maternidade da cidade.” diz. Ludmila ainda afirma que o déficit é realmente ligado ao contrato do serviço materno-infantil, e diz ainda que essa conclusão foi gerada após um estudo de seis meses juntamente com todos os órgãos competentes, “não estamos falando da Santa Casa, estamos falando de um contrato, que hoje o detentor é o Estado; então por conta disso, entramos em um diálogo envolvendo promotoria de Salvador, Santo Antônio de Jesus, Secretário de Saúde onde foi validado que realmente o déficit existe, e por conta disso estamos dialogando para ver a melhor forma de viabilizar esse recurso, para que a Santa Casa não chegue ao momento de desfazer o contrato”, esclarece.
Sobre a resolução desse déficit financeiro do hospital, Ludmila Reis, explica que é algo que leva um determinado tempo e ratifica para que a população não se desespere, além disso, a mesma se diz esperançosa, “estamos vendo o empenho do município junto com os outros para tentar ver esse valor, além da nossa tentativa com o Estado para entrar nessa partilha, ou seja, tudo ainda está sendo negociado, não podemos dizer que o hospital irá deixar de fornecer a maternidade, até porque isso é inconstitucional”, afirma. Sobre a participação da prefeitura em relação a esse déficit da instituição, a superintendente, explica que o prefeito Rogério Andrade se mostrou preocupado com a situação, e não só ele quanto o secretário municipal de saúde Leandro Lobo está empenhado em resolver essa situação. A Ludmila concluiu enfatizando para que a população não se preocupe. “A Santa Casa tem uma responsabilidade com o povo. Nosso contrato vence em janeiro e acredito que nesse prazo iremos resolver essa situação; estamos em negociação, e precisamos de uma resolutividade, pois não temos como manter a maternidade com um déficit de R$ 300 mil”, finaliza.
Reportagem: Voz da Bahia





