Conceição Gonzales e Alessandro Timbó / Foto: Voz da Bahia
O Hospital Incar realizou na noite desta quarta-feira (28), a 1ª Palestra de Direito Médico e Judicialização da Medicina em Santo Antônio de Jesus, que apresentou como palestrante: o médico, comunicador da TV Bahia e advogado, Dr. Alessandro Timbó, que é especialista em direito médico. Em entrevista ao Voz da Bahia, a diretora e advogada do Hospital Incar em Santo Antônio de Jesus, Dr. Conceição Gonzalez, avaliou como positiva realização do evento, “foi um excelente momento, trouxemos o professor Alessandro Timbó que é médico, advogado e especialista em direito médico e também está mestrando em bioética. Além de ser comunicador, tem uma história que une a Medicina e o Direito. A ideia era trazer para os nossos médicos alguém que conhecesse da área de saúde e justiça para levar conhecimento com linguagens mais afins dos profissionais e diminuir as questões de judicialização da medicina”, pronunciou.
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Timbó: O médico Dr. Alessandro Timbó comentou sobre a palestra, pontuando a importância dos conhecimentos básicos do direito em toda vida médica, “a iniciativa do Incar é sensacional. Em toda faculdade temos que ter noções básicas de Direito, mas em medicina não temos isso. Na relação entre paciente e medico, tem toda uma relação entre a comunicação médico-paciente que deve seguir certos critérios e a preocupação do Incar em investir neste sentido é muito importante, as partes tem que fazer seus deveres e obrigações e se abraçarem, pois, o importante é a comunicação”, contou.
Sobre os médicos cubanos: Após ser questionado sobre a mudança do programa Federal Mais Médicos, com a saída dos médicos cubanos do país e contratação de novos profissionais brasileiros, onde alguns desistiram de ingressar ao programa, o Dr. Alessandro pontuou sobre a falta de condições que levam a desistência dos profissionais, “o médico não vai porque não tem condição. Ele sofre pressão do prefeito, da Secretaria de Saúde, não tem medicações, não tem ambulância para transferência de pacientes quando necessário, aí ele fica vulnerável de uma responsabilização profissional nos quintos do mundo. Mas se der condições, um salário, uma progressão de carreira não vão faltar médicos. Eu era contra o projeto com médicos cubanos, mas acho que a nova medica é acertada. Não sou contra o médico cubano, mas o mesmo deveria fazer uma reavaliação medica e também da língua para exercer o trabalho”, afirmou.
Médico x Justiça: O palestrante esclareceu ainda como inicia o processo de judicialização de um médico, exemplificando situações que acontecem no dia a dia do profissional, “o médico quando erra deve assumir, conversar com o paciente e sua família, tomar para si o erro e resolver. Quando o médico faz isso, dificilmente a família que entende o que deve acontecer, decide judicializar. Isso acontece quando há um afastamento das partes, quando não há satisfação para a família. Em relação a imprensa, a mesma não faz um bom papel diante da situação, pegamos a informação para abrir o contraditório”, falou.
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