A Polícia Civil da Bahia segue intensificando as investigações relacionadas à Operação Falsas Promessas, que teve sua segunda fase deflagrada nesta quarta-feira (9), com prisões de policiais e influenciadores digitais. Durante uma coletiva realizada no Centro de Operações Integradas (COI), os delegados responsáveis pela investigação, Fábio Lordelo e Márcia Pereira, detalharam os desdobramentos da operação, que visa desmantelar uma organização criminosa ligada a esquemas fraudulentos de rifas e outras práticas ilícitas.
A delegada Márcia Pereira, diretora do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), enfatizou a gravidade da situação ao revelar que as rifas, utilizadas como fachada, eram fraudulentas. Segundo ela, as rifas, que pareciam ser legítimas, eram na verdade falsas, e os primos envolvidos no esquema circulavam entre si, mantendo o controle sobre as transações e garantindo os lucros ilícitos. “Essas rifas eram, na realidade, rifas fake, uma verdadeira farsa, que estavam sendo usadas para enganar a população. O que observamos é queo esquema operava de forma bem articulada, com trocas de dinheiro entre eles mesmos”, explicou a delegada.
Por sua vez, o delegado Fábio Lordelo, diretor da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), detalhou a evolução da operação, iniciada em 2024. Lordelo esclareceu que, na primeira fase da operação, o foco estava no tráfico de drogas, mas a investigação evoluiu ao identificar outros envolvidos em atividades criminosas, como o esquema das rifas fraudulentas. “A operação começou no ano passado com a identificação de um grupo ligado ao tráfico de entorpecentes. No entanto, à medida que investigávamos, descobrimos outro grupo, que se comunicava com a organização maior, responsável pela distribuição de rifas fraudulentas”, destacou o delegado.
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Em relação aos impactos da operação, foi revelado que aproximadamente R$ 500 milhões foram apreendidos, oriundos das atividades dos criminosos. O bloqueio também envolveu veículos e outros bens, e 23 pessoas foram presas, incluindo membros da Polícia Militar. “A operação está sendo realizada em diversas cidades do interior da Bahia, como Santo Antônio de Jesus, São Felipe, Nazaré, Vera Cruz, além de Salvador e a Região Metropolitana, com destaque para Camaçari”, acrescentou Lordelo.
O delegado também detalhou que seis dos policiais envolvidos estão sendo investigados pela Corregedoria, e ressaltou que as ações da polícia estão focadas em garantir que a organização criminosa seja desmantelada completamente, com a apreensão dos recursos e o desfecho da operação nos próximos dias.
A Operação Falsas Promessas segue em andamento, com a Polícia Civil da Bahia comprometida em continuar a apuração e buscar a responsabilização dos envolvidos.


