Vinte e cinco países, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Japão e Austrália, enviaram uma carta conjunta a Israel nesta segunda-feira (21) exigindo a suspensão imediata da ofensiva militar na Faixa de Gaza. No documento, os governos expressam preocupação com a situação dos civis e criticam a forma como a ajuda humanitária tem sido conduzida por Tel Aviv.
A mensagem conjunta afirma que “a guerra em Gaza deve acabar agora” e destaca que o sofrimento da população local “atingiu novos patamares”. Os signatários também condenam o atual sistema israelense de entrega de alimentos, classificando-o como perigoso e desumanizante.
De acordo com a carta, mais de 800 palestinos morreram em tentativas de obter água e comida desde o início do conflito. Os países ainda denunciam as restrições impostas por Israel à entrada de suprimentos essenciais, o que, segundo eles, inviabiliza o socorro à população.
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A assistência humanitária, atualmente, é coordenada pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF), gerida por empresas privadas americanas, após o bloqueio total de insumos imposto por Israel. As nações signatárias questionam a eficácia e a imparcialidade desse modelo.
O governo israelense, por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein, repudiou o conteúdo do documento. “A carta está desconectada da realidade. Todas as reivindicações devem ser dirigidas ao Hamas, o único responsável pela continuação da guerra”, declarou. Marmorstein ainda afirmou que Israel já aceitou um acordo de cessar-fogo, mas que “o Hamas se recusa a aceitar”.


