Oficina G3 processa MK Music por direitos autorais de obras lançadas entre 2000 e 2016

Banda contesta na Justiça uso de obras e receitas digitais referentes ao período de contrato com a gravadora MK Music, encerrado em 2016.

Imagem: Reprodução

A banda Oficina G3, referência nacional no rock cristão, entrou com um processo judicial contra a gravadora MK Music, com quem manteve contrato por quase duas décadas. A ação, registrada no dia 9 de junho de 2025 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tramita na 5ª Vara Cível da Regional da Barra da Tijuca, sob o número 0873007-13.2025.8.19.0001. O processo é de natureza cível, com foco em disputas envolvendo direitos autorais.

Entre os autores da ação estão os músicos Eduardo Silva Tambasco (Duca), Jean Carlos Lemes Miranda, José Issa João Afram Junior (Juninho Afram) e Pedro Geraldo Mazarão, além da Tecla Produções Artísticas LTDA, empresa produtora associada à banda.

Segundo fontes próximas aos integrantes, o processo contesta o que seria, segundo os autores, uma exploração indevida de fonogramas, receitas provenientes de plataformas de streaming e comercialização de obras lançadas durante o vínculo com a MK Music, entre os anos de 2000 e 2016.

Até o momento, não há decisão de segredo de justiça no processo, e a gravadora MK Music não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Parceria histórica

A relação entre Oficina G3 e MK Music começou em 2000 com o lançamento do álbum O Tempo, e se estendeu até 2016, quando a banda anunciou o fim do contrato com a gravadora. Nesse período, a banda consolidou seu espaço no cenário gospel nacional com uma sonoridade progressiva, letras cristãs de forte apelo evangelístico e produções de alto nível técnico.

Entre os álbuns de estúdio lançados sob o selo da MK Music, estão:

  • O Tempo (2000)
  • Humanos (2002)
  • Além do Que os Olhos Podem Ver (2005)
  • Elektracustika (2007)
  • Depois da Guerra (2008) — vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum Cristão em Língua Portuguesa
  • Histórias e Bicicletas (2013)

A banda também lançou registros ao vivo e coletâneas notáveis, como DDG Experience (2010) e MK CD Ouro – As 10 Mais. Apesar de mudanças na formação ao longo dos anos — como a saída do vocalista PG e a chegada de Mauro Henrique — o núcleo criativo da banda permaneceu firme com Juninho Afram, Jean Carlos e Duca Tambasco.

Desde a década de 1990, quando integrava o cast da extinta gravadora Gospel Records, o Oficina G3 já se destacava por sua identidade musical única dentro do rock gospel, sendo considerada uma das bandas mais influentes do gênero no Brasil.

O caso segue em andamento na Justiça, e o desfecho poderá ter impacto significativo tanto para o grupo quanto para o mercado de música cristã nacional.

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