Um advogado de 71 anos foi preso nesta quinta-feira (21), em Salvador, suspeito de ser o proprietário de uma fazenda utilizada para o cultivo de maconha em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina. Ele foi detido em casa, no bairro Acupe de Brotas, e conduzido para a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde segue custodiado à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, trata-se de Leones Almeida Gomes. Até a última atualização desta reportagem, a defesa dele não havia se manifestado.
No mesmo dia, uma mulher de 60 anos foi presa no centro de Morro do Chapéu, suspeita de arrendar a propriedade. Já um homem de 28 anos foi detido na Avenida Joel Modesto, também na cidade, por suposta participação nas atividades da fazenda. Um quarto envolvido foi preso em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Nas diligências, a polícia apreendeu armas, munições, celulares, notebook, aparelhos eletrônicos, balança de precisão, dinheiro em espécie, além de 43 porções de maconha e 42 de cocaína.
As ações foram realizadas pela Delegacia Territorial de Morro do Chapéu, com apoio da 14ª Coorpin/Irecê, do Departamento de Polícia do Interior (Depin) e do Denarc.
As investigações tiveram início em abril deste ano, quando a Polícia Civil erradicou mais de 100 mil pés de maconha em uma área de difícil acesso na zona rural de Morro do Chapéu. Na ocasião, três pessoas foram presas em flagrante e cerca de 500 kg da droga foram apreendidos.
Ainda em abril, novas áreas cultivadas foram localizadas, com a erradicação de 80 mil pés de maconha no dia 5 e mais 8 mil no dia 29.
Segundo a delegada Natália Ferreira Bezerra, titular da DT de Morro do Chapéu, as prisões representam o avanço das investigações sobre os líderes do esquema criminoso.
“Na época, conseguimos prender apenas os trabalhadores flagrados no cultivo e incineramos as plantações. Agora, com os mandados expedidos pela Justiça, conseguimos chegar aos responsáveis por coordenar a atividade ilícita, incluindo o proprietário da fazenda e a pessoa suspeita de arrendar a terra”, afirmou.


