Trump anuncia ataque de forças dos EUA contra embarcação suspeita de narcotráfico na América Latina

Republicano afirmou que três homens foram mortos; alvo seria ligado a organização classificada como terrorista

Foto: Official White House Photo/Shealah Craighead

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (19) que militares americanos realizaram um ataque contra uma embarcação na área de responsabilidade do Comando Sul, que abrange a América Latina e o Caribe. De acordo com o republicano, três homens a bordo, envolvidos com o tráfico de drogas, foram mortos.

Trump não detalhou o local exato da ação nem a nacionalidade dos tripulantes. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que o Pentágono autorizou “um ataque cinético letal” contra um navio ligado a uma organização classificada como terrorista e acusada de operar no narcotráfico.

Segundo o presidente, informações de inteligência confirmaram que a embarcação transportava drogas ilícitas e utilizava uma rota conhecida do tráfico internacional, “a caminho de envenenar americanos”. Ele também destacou que nenhum militar dos EUA ficou ferido.

Na mensagem, Trump reforçou seu tom habitual contra o narcotráfico: “PAREM DE VENDER FENTANIL, NARCÓTICOS E DROGAS ILEGAIS NOS ESTADOS UNIDOS E DE COMETER VIOLÊNCIA E TERRORISMO CONTRA AMERICANOS!!!”, escreveu.

Na última terça-feira (16), o presidente já havia anunciado a destruição de três barcos que teriam partido da Venezuela, também relacionados a crimes transnacionais. Não está claro se a operação desta sexta envolveu outra embarcação oriunda do país de Nicolás Maduro, acusado por Washington de liderar o chamado Cartel de los Soles. Os EUA oferecem recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273 milhões) pela captura do venezuelano.

A ação foi justificada com base na legislação antiterror aprovada após os atentados de 11 de setembro de 2001, usada por governos anteriores para legitimar ataques fora do território americano. Medidas semelhantes já foram aplicadas por democratas e republicanos, além de outras nações em operações contra pirataria e terrorismo.

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