O árbitro Anderson Daronco registrou em súmula que o gramado da Arena Fonte Nova, palco da vitória do Bahia sobre o Palmeiras por 1 a 0, no domingo (28), “não apresentava boas condições para a prática do futebol”. O juiz ainda relatou que “praticamente toda a superfície do campo tinha tinta verde para cobrir suas imperfeições”.
A empresa responsável pela manutenção do estádio, a Greenleaf, respondeu às críticas em nota oficial. Segundo o comunicado, a última intervenção de manutenção afetou apenas a coloração, sem comprometer os parâmetros técnicos do gramado. A companhia afirmou que indicadores de tração, compactação, resistência e umidade estavam dentro dos padrões e que a tonalidade original será recuperada em breve.
A situação gerou forte repercussão entre os treinadores. O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, classificou o campo como “inadmissível” e responsabilizou as condições pelo fato de Lucas Evangelista e Piquerez deixarem a partida lesionados ainda no primeiro tempo.
“Estamos a falar de futebol profissional. Tinha que ser inadmissível. As lesões surgem das condições do gramado, porque os pés ficam presos. Se vocês forem lá fora ver, vão ver que o gramado é pintado”, afirmou o treinador alviverde.
Já Rogério Ceni, comandante do Bahia, reconheceu que a aparência do campo era ruim, mas rebateu a relação feita pelo rival entre lesões e o gramado.
“A cor realmente estava muito feia, mas para quem joga no gramado sintético reclamar de lesão no natural, fica feio. Não é o ideal, mas oferecia condições mínimas. Prejudicou mais a nós, que jogamos com a bola no chão, do que ao Palmeiras, que usa ligação direta. Lesão muscular por culpa do gramado já é demais”, disse.
A polêmica deve seguir em discussão, já que a qualidade do gramado pode ser tema de novas análises e cobranças por parte de clubes e da CBF.


