G Pactual, no Rio de Janeiro, pedindo a conversão de 40% de seus investimentos, avaliados em R$ 148 milhões, em criptoativos. O banco considerou a movimentação atípica, já que Camisotti nunca havia operado nesse mercado, e decidiu bloquear todas as operações, acionando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O relatório do órgão foi encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
No mesmo contato, Camisotti solicitou que depósitos mensais passassem a ser feitos em uma conta offshore, supostamente enviados pelo advogado Nelson Willians, também investigado. Ele afirmou que os valores eram referentes à venda de um imóvel nos Estados Unidos, mas não apresentou documentação comprobatória. Além disso, pediu que as mensagens trocadas com a gerente do banco fossem excluídas.
O BTG ainda informou que essa não foi a primeira tentativa suspeita do empresário. Em 2024, ele já havia feito dois pedidos de empréstimo: um de R$ 16 milhões, em nome do ex-deputado Antônio Luz Neto, e outro de R$ 4,6 milhões, para Felipe Pacheco Borges. Ambos foram negados pelo banco devido a indícios de lavagem de dinheiro, diante da ausência de justificativas plausíveis e inconsistências nas garantias apresentadas.
De acordo com o COAF, as operações de Camisotti configuram tentativas de “burla da identificação da origem, do destino, dos responsáveis ou dos destinatários finais” dos recursos.





